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É na própria casa que as mulheres mais correm perigo no Brasil

É na própria casa que as mulheres mais correm perigo no Brasil

Foto: Divulgação

A própria residência se mostra o cenário mais perigoso para mulheres no Brasil. Segundo a pesquisa inédita “Retrato dos feminicídios no Brasil”, lançada nesta quarta-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 66,3% das mortes de mulheres acontecem dentro de casa.

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O levantamento apresenta dados alarmantes que evidenciam a necessidade de políticas públicas mais efetivas para prevenir a violência doméstica.

O estudo também revela quais são os instrumentos mais utilizados nesses crimes.

A arma branca, como facas e machados, presentes no cotidiano doméstico, foi responsável por 48,7% das mortes.

Já as armas de fogo aparecem em seguida, sendo utilizadas em 25,2% dos casos. Esses números mostram que grande parte dos feminicídios ocorre com objetos de fácil acesso dentro do próprio lar.

Contexto da violência doméstica e impacto social

A pesquisa do FBSP destaca que a violência contra as mulheres não acontece apenas em espaços públicos, mas de forma intensa dentro do ambiente familiar, onde muitas vezes deveria existir segurança.

Especialistas apontam que o fato de a residência ser o principal local de risco evidencia a necessidade de ações preventivas e monitoramento constante das vítimas, além de maior conscientização sobre os sinais de abuso.

Os dados do levantamento chamam atenção também para a rotina doméstica, onde utensílios comuns podem se tornar instrumentos letais.

Segundo o estudo, “o instrumento mais utilizado é a arma branca (48,7%), como facas e machados presentes no cotidiano doméstico, seguida pela arma de fogo (25,2%)”.

Essa realidade reforça a urgência de medidas educativas e de proteção que atuem dentro de casa, não apenas fora dela.

Necessidade de políticas públicas efetivas

O relatório do FBSP evidencia que o feminicídio no Brasil é um problema estrutural e exige respostas imediatas do poder público.

Além de reforçar a proteção das mulheres dentro do lar, o estudo serve como alerta para a sociedade sobre a gravidade da violência doméstica, incentivando denúncias e a criação de mecanismos de apoio às vítimas.

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