A percepção negativa sobre a economia brasileira segue predominante entre a população. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 44% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses.
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O percentual representa uma redução de dois pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em maio, mas permanece dentro da margem de erro da pesquisa. Já 33% dos entrevistados avaliam que a economia permaneceu igual ao longo do último ano, enquanto 20% acreditam que houve melhora no período.
Alta dos alimentos continua impactando famílias
Um dos fatores que mais influenciam a percepção da população é o aumento dos preços dos alimentos. Segundo o levantamento, 69% dos brasileiros afirmam que os produtos alimentícios ficaram mais caros nos últimos 12 meses.
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Outros 22% consideram que os preços permaneceram estáveis, enquanto apenas 7% disseram perceber redução nos valores.
O resultado reforça a preocupação das famílias com o custo de vida e com o impacto da inflação no orçamento doméstico, especialmente em itens essenciais do dia a dia.
Poder de compra segue em queda
A pesquisa também mostra que a maioria dos entrevistados sente redução no poder de compra. Para 67% dos participantes, o brasileiro consegue comprar menos hoje do que há um ano.
Por outro lado, 19% acreditam que a capacidade de consumo permaneceu a mesma e apenas 13% avaliam que houve melhora nesse aspecto.
Além disso, o levantamento investigou a percepção sobre o mercado de trabalho. Mais da metade dos entrevistados, 53%, considera que está mais difícil encontrar emprego atualmente. Já 36% afirmam que conseguir uma vaga está mais fácil, enquanto 6% não percebem mudanças.
Expectativa para os próximos meses é mais positiva
Apesar da avaliação negativa sobre o cenário atual, os brasileiros demonstram maior otimismo em relação ao futuro. A pesquisa aponta que 39% acreditam que a economia estará melhor daqui a um ano.
Outros 29% avaliam que a situação econômica deverá piorar, enquanto 26% acreditam que o cenário permanecerá estável.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

