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Assinatura do acordo UE–Mercosul promete impulsionar exportações do agronegócio catarinense

Assinatura do acordo UE–Mercosul promete impulsionar exportações do agronegócio catarinense

Foto: Divulgação

A assinatura do Acordo União Europeia–Mercosul, prevista para este sábado, 17 de janeiro, representa um marco histórico nas relações comerciais entre os dois blocos e reacende expectativas no setor produtivo de Santa Catarina.

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O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do alinhamento de regras para o comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Também estabelece normas de origem, simplificação de trâmites aduaneiros, maior transparência e reconhecimento de certificações, com foco na redução da burocracia e na facilitação do comércio internacional.

Santa Catarina chega a este novo cenário com forte presença no mercado europeu, principalmente na exportação de produtos agroindustriais de maior valor agregado.

Segundo o Observatório Agro Catarinense, em 2025, as exportações do agronegócio catarinense para a União Europeia totalizaram cerca de US$ 765 milhões, representando um crescimento de 15,4% em relação a 2024.

Assinatura e repercussão na economia

Embora a assinatura formal seja um passo importante, o acordo ainda depende de ratificação pelos parlamentos de todos os países envolvidos.

De acordo com Roberth Andres Villazon Montalvan, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa,

“Os primeiros efeitos práticos devem ser percebidos apenas a partir do segundo semestre de 2027, após a conclusão dos trâmites burocráticos previstos para 2026. Por isso, é fundamental o acompanhamento contínuo e técnico do conteúdo final do tratado e dos termos que vierem a ser ratificados, a fim de identificar com precisão os benefícios e os riscos para o setor no médio e longo prazo”.

Exportação catarinense

Entre os produtos de destaque estão as carnes de frango e seus derivados, que lideraram a pauta de exportações, somando US$ 335,7 milhões, seguidas por madeira e produtos derivados (US$ 186,5 milhões), tabaco e móveis de madeira.

Os principais destinos na União Europeia foram

Foto: Eduardo Marques

No sentido inverso, as importações catarinenses oriundas da União Europeia alcançaram US$ 941 milhões em 2025, lideradas por bebidas, sucos, vinagres, produtos vegetais, açúcares, cacau, chocolates e carnes suínas.

Apesar de existir a possibilidade de aplicação provisória de partes do acordo, especialmente a redução tarifária, sua efetiva implementação dependerá de consensos políticos entre os países.

Outro desafio são as barreiras não tarifárias, como exigências técnicas e sanitárias rigorosas, que podem restringir o acesso de alguns produtos, como o mel, ao mercado europeu.

Diversificação de mercado

O avanço do acordo reforça ainda a estratégia de diversificação de mercados adotada por Santa Catarina, diante do aumento de tarifas sobre produtos exportados aos Estados Unidos.

Com a consolidação do tratado, a expectativa é que a União Europeia se torne um parceiro ainda mais relevante para o agronegócio catarinense, especialmente em produtos de maior valor agregado e competitividade internacional.

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