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Carnes catarinenses chegam a mais de 150 países e registram resultado histórico

Carnes catarinenses chegam a mais de 150 países e registram resultado histórico

Fonte: Freepik

Santa Catarina alcançou um marco histórico no comércio internacional de carnes ao registrar o melhor resultado da série histórica para os cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, o estado exportou 883,7 mil toneladas de carnes, consolidando sua posição como referência nacional em sanidade animal e qualidade na produção agropecuária.

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Os embarques de carnes de frango, suína, bovina, além de produtos de perus, patos e marrecos, renderam US$ 2,01 bilhões ao estado no período. Em comparação com os primeiros cinco meses de 2025, o crescimento foi de 7,4% em volume exportado e de 12,1% em faturamento.

Os dados são do Ministério da Economia e foram analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), confirmando o melhor desempenho já registrado para o período tanto em quantidade exportada quanto em receitas geradas.

Sanidade animal impulsiona resultados

O governador Jorginho Mello atribuiu o desempenho à credibilidade conquistada pelo estado ao longo de décadas de investimentos em sanidade animal e qualidade produtiva.

Santa Catarina possui um patrimônio sanitário reconhecido internacionalmente, que abre portas para mercados exigentes e fortalece a competitividade das nossas carnes no exterior. Esse resultado histórico é fruto do trabalho conjunto dos produtores, agroindústrias e do sistema de defesa agropecuária do estado”, ressaltou.

A confiança internacional no sistema sanitário catarinense tem sido um dos principais diferenciais para a manutenção e abertura de mercados considerados estratégicos para o agronegócio estadual.

Carne suína e de frango lideram crescimento

A carne suína manteve papel de destaque nas exportações catarinenses. Nos cinco primeiros meses do ano, foram embarcadas 308,4 mil toneladas, gerando US$ 771,2 milhões em receitas. Os números representam crescimento de 3% em volume e de 6,3% em faturamento na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Foto: Divulgação

Já a carne de frango apresentou desempenho ainda mais expressivo. O estado exportou 543,1 mil toneladas do produto, gerando receitas de US$ 1,15 bilhão. O avanço foi de 9,4% em volume e 13,5% em faturamento em relação aos primeiros cinco meses de 2025.

Além de registrar o maior faturamento da série histórica iniciada em 1997 para o período, o segmento alcançou o segundo maior volume exportado já contabilizado.

Presença consolidada nos mercados internacionais

Atualmente, as carnes produzidas em Santa Catarina chegam a mais de 150 destinos internacionais. Entre os principais mercados compradores estão Japão, Coreia do Sul, União Europeia, China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Países Baixos.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a presença consolidada nesses mercados é resultado da confiança construída ao longo de décadas.

“Isso é reflexo da confiança construída ao longo de décadas na qualidade e na segurança dos produtos do Estado”, afirmou.

Foto: Divulgação

Estado é referência em controle sanitário

O reconhecimento internacional também está diretamente ligado ao pioneirismo catarinense na área sanitária. Em 2007, Santa Catarina tornou-se o primeiro estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação.

Além disso, em 2015, recebeu o status de zona livre de peste suína clássica. O estado também registra a menor incidência de brucelose bovina do país e figura entre os menores índices nacionais de tuberculose bovina.

Outro diferencial é a rastreabilidade dos rebanhos. Santa Catarina foi pioneira na implantação da identificação individual de todos os bovinos e bubalinos, fortalecendo o controle sanitário e garantindo maior segurança ao longo de toda a cadeia produtiva.

Com resultados históricos e reconhecimento internacional, o estado reforça sua liderança no agronegócio brasileiro e amplia sua competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

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