Os setores de comércio e serviços voltaram a se destacar na geração de empregos formais em Santa Catarina, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Governo Federal, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O levantamento, referente ao mês de março de 2026, confirma a força do setor terciário na economia catarinense.
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Ao todo, o estado registrou a criação de 16.868 novas vagas com carteira assinada no período.
Desse total, 9.379 postos de trabalho foram gerados pelos segmentos de comércio e serviços, o que representa cerca de 55% de todas as contratações formais no mês.
De acordo com o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o resultado é expressivo e supera as expectativas para o período.
“Esse é um dado que deve ser comemorado, com certeza. Não esperávamos números tão positivos, para ser sincero. O setor terciário responde por praticamente dois terços da economia de Santa Catarina e, mês após mês, vem contribuindo para a geração de resultados positivos. A criação de empregos confirma esse movimento”, afirma Dagnoni.
Economia mostra resiliência mesmo com cenário desafiador
Além do volume de vagas criadas, outro ponto destacado é a capacidade de reação da economia catarinense diante de um cenário nacional e internacional considerado desafiador.
Mesmo com taxas de juros elevadas e instabilidades no contexto geopolítico global, o estado mantém ritmo consistente na geração de empregos formais.
Esse desempenho indica não apenas a força do setor terciário, mas também a confiança de empresários e consumidores, fatores essenciais para a manutenção do crescimento econômico sustentável.
Brasil também registra saldo positivo de empregos
No cenário nacional, o Brasil também apresentou saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. Em março de 2026, foram criadas 228.208 novas vagas formais em todo o país. Já no acumulado do ano, entre janeiro e março, o total chega a 613.373 postos de trabalho.
Considerando os últimos 12 meses, entre março de 2025 e março de 2026, o saldo nacional é ainda mais expressivo, alcançando 1.211.455 empregos formais gerados. Os números reforçam a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho no país.




