O comércio eletrônico no Brasil deve movimentar cerca de R$ 11,06 bilhões durante o Dia das Mães de 2026, segundo projeções da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce). O valor representa um crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor registrou faturamento de R$ 9,98 bilhões. Apesar do avanço expressivo, o ritmo é mais moderado do que o observado ao longo do ano passado, que alcançou alta de 15%.
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Além do faturamento, a expectativa é de que o volume de pedidos chegue a aproximadamente 18,49 milhões em todo o país.
Já o ticket médio deve permanecer praticamente estável, estimado em R$ 598,23. Esse cenário indica um comportamento de consumo mais cauteloso, ainda que aquecido.
Fatores econômicos e eventos impactam o consumo
De acordo com o presidente da Abiacom, Fernando Mansano, alguns fatores ajudam a explicar a desaceleração no crescimento.
Entre eles estão eventos de grande impacto, como a realização da Copa do Mundo, que começa em junho, e o cenário eleitoral, que tende a influenciar o comportamento do consumidor e das empresas.
“Mesmo assim, um crescimento próximo de 11% ainda é muito positivo. Crescer dois dígitos já é quase uma tradição do e-commerce”, afirma Mansano.
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Segundo o executivo, a estabilidade no valor médio das compras também reflete um consumidor mais seletivo. Ou seja, o público continua consumindo, mas prioriza produtos com melhor custo-benefício, influenciado principalmente pela concorrência de itens importados com preços mais competitivos.
Moda, beleza e eletrônicos lideram preferências
Entre os segmentos mais procurados para a data comemorativa, destacam-se moda, beleza e eletrônicos. Essas categorias mantêm forte apelo junto aos consumidores e costumam liderar as vendas em períodos sazonais.
Outro ponto relevante é a praticidade oferecida pelo comércio digital. Com a ampliação de serviços logísticos, como entregas no mesmo dia ou no dia seguinte em grandes centros urbanos, o e-commerce consegue atender inclusive os consumidores que deixam as compras para a última hora — um comportamento recorrente no Brasil.
No recorte regional, as regiões Sul e Sudeste continuam dominando o mercado, concentrando mais de 70% das compras online destinadas ao consumidor final e mais de 90% da origem das vendas.
Apesar disso, a Abiacom observa avanços na expansão de centros de distribuição em regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste, embora ainda existam desafios estruturais que limitam um crescimento mais equilibrado em todo o país.

