A Fetrancesc, federação que representa as empresas de transporte de cargas em Santa Catarina, emitiu nesta terça-feira, 9 de março de 2026, uma nota oficial sobre a alta do preço do diesel e os impactos no setor.
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Segundo a entidade, o combustível pode chegar a representar até 50% dos custos operacionais das transportadoras, e o aumento exige reequilíbrio imediato dos contratos de frete para evitar prejuízos às empresas.
Diesel pressiona custos e fragiliza transportadoras
Nos últimos anos, o setor de transporte rodoviário de cargas vem enfrentando desafios crescentes, como altos custos operacionais, escassez de mão de obra, infraestrutura precária e margens cada vez mais apertadas.
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Com a recente alta do diesel, esses problemas se agravam, afetando a sustentabilidade econômica das transportadoras e, consequentemente, o abastecimento em Santa Catarina e em todo o Brasil.
Diversas regiões já registram aumento de até 20% no preço do diesel, o que torna urgente a recomposição dos fretes.
A Fetrancesc reforça que a ausência dessa medida pode comprometer a saúde financeira das empresas e, em casos mais críticos, colocar em risco a continuidade das operações.
Entidades filiadas apoiam o alerta
A nota é apoiada por sindicatos filiados à Fetrancesc, que atuam em diferentes regiões de Santa Catarina, incluindo: Sindicargas, Seveículos, Setcesc, Setracajo, Setccar, Setplan, Sindivale, Sindiplan, Sitran, Setcom, Sintravir, Setransc e Setram.
Todas reforçam a necessidade de previsibilidade e equilíbrio para garantir que o transporte de cargas continue abastecendo a economia do estado de forma segura e eficiente.
Nota oficial da Fetrancesc na íntegra
A Fetrancesc e entidades filiadas acompanham com atenção e preocupação a recente escalada no preço do óleo diesel. O cenário afeta diretamente o setor de transporte rodoviário de cargas, essencial para a economia, já que 65% do que é transportado no país é feito pelo modal rodoviário.
O diesel representa o principal custo das operações do setor, podendo chegar a 50% das despesas operacionais das empresas. Por essa razão, qualquer aumento no preço do combustível provoca impacto imediato na estrutura de custos das transportadoras.
Nos últimos anos, o setor tem enfrentado um processo contínuo de fragilização, marcado pelo aumento de custos operacionais, escassez de mão de obra, precariedade da infraestrutura rodoviária, além de margens cada vez mais pressionadas. O novo aumento do diesel agrava ainda mais esse cenário, com impacto na sustentabilidade econômica das empresas.
Diversas regiões do Brasil já registram aumento no preço do diesel nas bombas, com altas que chegam a 20%. Com esse cenário, é imprescindível que as transportadoras promovam o reequilíbrio econômico dos contratos de frete, com a imediata recomposição dos custos operacionais.
A Fetrancesc e suas entidades recomendam que o repasse do impacto em relação ao aumento do combustível seja feito de forma imediata aos fretes. A ausência dessa recomposição pode comprometer a saúde financeira das empresas transportadoras e, em casos mais críticos, colocar em risco a continuidade das próprias operações.
O transporte rodoviário de cargas precisa de condições mínimas de previsibilidade e equilíbrio para continuar garantindo o abastecimento e o funcionamento das cadeias produtivas.

