Governo adia regras para trabalho em feriados no comércio

O que passaria a valer em 1º de março e agora só entra em vigor no final de maio

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou nesta quinta-feira (26) que a portaria que define regras para o trabalho em feriados no comércio terá seu prazo prorrogado por 90 dias. Inicialmente prevista para entrar em vigor no dia 1º de março, a medida passa a valer apenas no final de maio, dando mais tempo para negociações entre patrões e empregados.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

Segundo o MTE, o adiamento busca garantir um diálogo mais qualificado entre empregadores e trabalhadores.

Publicidade

Para isso, foi formada uma comissão bipartite com 20 integrantes, responsável por mediar as discussões e buscar um consenso sobre como aplicar a portaria de forma prática e justa.

As reuniões da comissão ocorrerão duas vezes por mês, com apoio de assessoria técnica do governo, e o calendário completo será publicado no Diário Oficial da União, garantindo transparência no processo.

“O objetivo é permitir que todos avancem nas negociações antes da vigência da portaria”, destacou a pasta.

O que muda na prática

Com a nova regra, nenhum empregador poderá decidir sozinho sobre abrir o comércio em feriados.

A portaria reforça a necessidade de convenções coletivas formalizadas entre empresas e sindicatos, que devem detalhar condições específicas, como:

  • Pagamento em dobro pelo dia trabalhado;
  • Folgas compensatórias;
  • Concessão de benefícios extras para trabalhadores.

Setores abrangidos

A medida atinge 12 atividades econômicas, incluindo:

  • Supermercados, hipermercados e varejo de alimentos;
  • Farmácias e drogarias, inclusive de manipulação;
  • Comércio em portos, aeroportos, estradas e rodoviárias;
  • Atacadistas e distribuidores de produtos industrializados;
  • Revendedores de veículos, tratores e caminhões.

Debate nacional

O adiamento também acendeu debates entre centrais sindicais e entidades empresariais.

Enquanto os sindicatos defendem que a medida valoriza a negociação e protege os direitos dos trabalhadores, setores empresariais afirmam que a exigência de acordos coletivos gera burocracia e custos adicionais, exigindo ajustes operacionais no comércio.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Guararema

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Justiça manda Facebook apagar ataques racistas contra Miss SC 2026

A Justiça determinou que o Facebook remova publicações de...

PMRv apreende 12,5 mil maços de cigarros em Caçador

Uma ação da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) resultou na...

Pinheiro Preto realiza limpeza e desassoreamento de rios para prevenir impactos das chuvas

A Defesa Civil de Pinheiro Preto iniciou nesta semana...

Polícia Civil prende homem após confissão de assassinato no Meio-Oeste

A Polícia Civil prendeu um homem de 45 anos...

Mais de 170 garrafas de vinho importadas são apreendidas pela PMRv em Lebon Régis

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) apreendeu uma carga de...

Tutora dificulta acesso e MPSC pede medidas urgentes em caso de 400 gatos em apartamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) adotou novas...

GAECO cumpre mandados em investigação sobre fraudes em licitações públicas

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações...

Viposa investe em economia circular e práticas sustentáveis

A preocupação com a sustentabilidade e a preservação ambiental...