O Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok e Mobly, informou nesta terça-feira (12) que protocolou um pedido de recuperação judicial. A decisão foi comunicada ao mercado por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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Segundo a empresa, o pedido ocorre em meio a um cenário macroeconômico considerado desafiador, especialmente para o setor de varejo de móveis e decoração.
Entre os fatores apontados estão as taxas de juros ainda elevadas e o aumento do endividamento das famílias brasileiras, que impactam diretamente o consumo.
Empresa aponta agravamento das dívidas
No comunicado, o grupo afirmou que, apesar das tentativas de renegociação das dívidas junto aos credores da Tok&Stok, o nível de endividamento continua elevado e vem se agravando nos últimos meses.
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A companhia destacou que a situação exige medidas urgentes para preservar as operações e manter a liquidez financeira. Segundo o texto divulgado ao mercado, a recuperação judicial busca permitir uma reestruturação organizada das dívidas e da estrutura de capital do grupo.
Ainda de acordo com a empresa, a medida pretende garantir a continuidade das atividades, preservar os serviços prestados e proteger o valor econômico e social das operações.
Pedido tramita sob segredo de Justiça em São Paulo
O Grupo Toky informou que o pedido de recuperação judicial foi autorizado pelo conselho de administração da companhia. O processo foi protocolado na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo.
A ação tramita sob segredo de Justiça e, até o momento, não foram divulgados detalhes sobre valores envolvidos ou possíveis impactos operacionais nas marcas do grupo.
Setor varejista enfrenta cenário de desaceleração
O pedido de recuperação judicial ocorre em um momento de dificuldades para o varejo brasileiro. O setor vem enfrentando desaceleração nas vendas, crédito mais restrito e redução do poder de compra das famílias.
Nos últimos meses, empresas do segmento de móveis e decoração têm relatado desafios relacionados ao consumo interno e ao aumento dos custos financeiros, especialmente em operações dependentes de financiamento e parcelamento.

