O ano de 2026 já começou trazendo uma série de compromissos financeiros para os brasileiros, como IPTU, IPVA, material escolar e outras despesas típicas do início do ano. Em meio a esse cenário, o Imposto de Renda 2026 volta a ganhar destaque, principalmente por conta das mudanças na tabela de isenção. Esse foi o tema da RBV Entrevista desta semana, que recebeu nos estúdios o contador Vítor Rigo, um dos responsáveis por um dos principais escritórios de contabilidade de Videira.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Durante a conversa com o jornalista Ernesto Júnior, Vítor explicou que a principal mudança está na ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, que passa a beneficiar quem recebe rendimentos tributáveis de até R$ 5 mil mensais. A medida vale a partir de janeiro de 2026 e abrange não apenas salários, mas também aposentadorias, rendimentos eventuais e aluguéis. Na prática, quem se enquadra nessa faixa deixa de ter o desconto do imposto diretamente na folha de pagamento.
Atenção à declaração do Imposto de Renda em 2026
Apesar da nova isenção, o contador alertou que muitos contribuintes ainda terão obrigação de declarar o Imposto de Renda em 2026, já que a declaração feita neste ano se refere aos rendimentos de 2025. Ou seja, mesmo quem não terá mais o desconto mensal em 2026 pode precisar entregar a declaração normalmente.
“Esse é um ponto que exige muita atenção. A mudança vale de 2026 para 2027. Quem se enquadrava nas regras do ano passado continua obrigado a declarar agora”
Segundo ele, a confusão sobre esse tema pode levar contribuintes a erros simples, aumentando o risco de cair na malha fina da Receita Federal.
Fiscalização mais rigorosa e risco de malha fina
Outro ponto abordado na entrevista foi o avanço da fiscalização da Receita Federal. De acordo com o contador, os sistemas estão cada vez mais sofisticados e o cruzamento de dados bancários se tornou mais rigoroso. Movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada são facilmente identificadas.
Vítor também chamou atenção para situações envolvendo MEIs (Microempreendedores Individuais). Muitos acabam misturando as finanças da pessoa física com as da empresa, o que pode gerar problemas. A Receita já sinalizou que pretende tratar esses rendimentos de forma integrada quando eles têm origem na atividade principal do contribuinte.
Para microempreendedores, autônomos e freelancers, o principal cuidado é respeitar os limites de faturamento do MEI e manter a atividade registrada de acordo com a legislação. Ultrapassar o teto permitido pode resultar em reenquadramento tributário e cobrança de impostos mais elevados.
“Ter MEI não é um problema, desde que esteja dentro da lei. O problema é extrapolar o faturamento ou usar o MEI de forma incorreta”
Organização é fundamental para a declaração
Pensando na declaração do Imposto de Renda 2026, Rigo reforçou a importância da organização antecipada de documentos. Entre eles estão comprovantes bancários, informes de rendimentos, registros de compra e venda de imóveis ou veículos, heranças, investimentos e operações em bolsa.
A recomendação é não depender exclusivamente da declaração pré-preenchida, já que ela não contempla todas as informações. “O responsável final pela declaração é sempre o contribuinte”, reforçou.
Ao final da entrevista, o contador destacou que acompanhar as regras que serão divulgadas oficialmente pelo governo, possivelmente em março, é essencial para evitar erros e transtornos. Informação e planejamento são as principais ferramentas para garantir tranquilidade na hora de declarar o Imposto de Renda.




