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Indústria madeireira de Caçador sofre com taxação dos EUA

O presidente do Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador (Simca), Aurélio De Bortolo, fala dos impactos diretos da medida

A economia de Caçador enfrenta um cenário de instabilidade com a nova taxação de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, afetando diretamente a indústria de Caçador, com destaque para o setor madeireiro.

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Segundo líderes empresariais do setor, como presidente do Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador (Simca), Aurélio De Bortolo, a medida ultrapassa as esferas comerciais e entra em um campo político e de disputa de poder entre governos, dificultando a resolução via organizações como a OMC.

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Desde o início do ano, o setor já sente os efeitos. Muitas empresas enfrentam recessão desde antes da posse de Donald Trump, com impactos nas exportações de madeira serrada, MDF, compensados, molduras e outros produtos derivados. A situação agravou-se com problemas logísticos em 2023, quando Santa Catarina perdeu parte da capacidade portuária com o fechamento temporário do porto de Itajaí e obras de dragagem em Navegantes.

Esses fatores resultaram em acúmulo de estoque, queda nas vendas e, mais recentemente, paralisações e concessão de férias coletivas. Algumas empresas já enfrentam a segunda etapa de férias, aguardando definição sobre o futuro da taxação, que entra em vigor oficialmente em 1º de agosto.

Aurélio aponta que a vocação da indústria catarinense é a agregação de valor à madeira, não a exportação de tora bruta, o que dificulta redirecionar rapidamente as exportações para outros países como China e Vietnã. Além disso, os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado consumidor do setor, com uma média de 1,3 milhão de casas construídas por ano, todas demandando grandes volumes de madeira industrializada.

A falta de resposta política do governo federal preocupa. Embora o vice-presidente Geraldo Alckmin tenha sido nomeado para liderar as negociações, até o momento não houve avanços significativos.

Enquanto isso, empresas adotam estratégias como suspensão de embarques, formação de estoques e espera cautelosa diante da incerteza sobre a aplicação da nova tarifa. “O comércio é como um rio. Se não formos nós a suprir, outros países como Vietnã e Indonésia ocuparão esse espaço”, alerta Aurélio.

Se a taxação for efetivada, a retirada dos produtos nos portos norte-americanos poderá se tornar inviável, resultando em custos adicionais com armazenagem e transporte, ampliando ainda mais os prejuízos.

Com mais de 7 mil empregos diretos e uma base florestal sólida, a indústria de Caçador exige agora uma resposta urgente e coordenada do governo federal para evitar um colapso econômico regional.

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Fonte:
Alessandro Schneider | Portal RBV

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