A suinocultura em Santa Catarina segue como uma força econômica estratégica, com três regiões concentrando cerca de 70% de toda a produção estadual. Dados do Observatório Agro Catarinense, da Epagri, revelam que o Grande Oeste do estado sustenta uma cadeia bilionária, responsável pelo abate de 12,9 milhões de suínos em 2025, gerando receita recorde de R$ 1,85 bilhão e consolidando Santa Catarina como maior produtor de carne suína do Brasil.
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Polo de produção concentra riqueza e eficiência
As três regiões que mais se destacam são o Meio-Oeste, o Extremo-Oeste e o Oeste catarinense.
Separadamente, o
- Meio-Oeste abateu 5,88 milhões de animais, o
- Extremo-Oeste 4,31 milhões e o
- Oeste 2,79 milhões.
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Essa concentração mostra a importância desses polos para a economia estadual, movimentando bilhões e mantendo empregos diretos e indiretos ao longo da cadeia produtiva.
Quando analisadas as microrregiões do IBGE, a produção fica ainda mais evidente: Concórdia lidera com 4,1 milhões de suínos abatidos, seguida por Joaçaba (3,9 milhões) e Chapecó (3,5 milhões), juntas respondendo por mais da metade da produção estadual. São Miguel do Oeste (2,2 milhões) e Rio do Sul (1,1 milhão) completam a lista das principais áreas de produção.
Sanidade e tecnologia fortalecem o setor
Santa Catarina se destaca também pelo rigor sanitário, com 89,5% dos suínos abatidos passando por inspeção estadual.
O estado é zona livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007, o que permite acesso a mercados internacionais exigentes, como Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Canadá.
Além disso, investimentos em tecnologia e genética avançada nas granjas elevaram a produtividade, com fêmeas desmamando mais de 33 leitões por ano, garantindo carne de alta qualidade e bem-estar animal.
Para Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), “essa concentração em polos estratégicos fortalece a suinocultura e atrai investimentos, garantindo competitividade nacional e internacional”.
Santa Catarina, mesmo representando pouco mais de 1% do território nacional, mantém sua posição de liderança, com produção diária superior a 34 mil suínos em cerca de 15 plantas industriais, consolidando-se como referência em produtividade, sanidade e exportações da carne suína.




