A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros pode atingir aproximadamente 4,1 mil itens exportados pelo Brasil. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que calcula um impacto de cerca de US$ 14,9 bilhões para a economia brasileira caso a medida entre em vigor.
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Embora a decisão definitiva ainda dependa das negociações entre os dois países, diversos setores já demonstram preocupação com os possíveis reflexos sobre as exportações brasileiras, especialmente em segmentos industriais e do agronegócio.
Veja quais produtos podem ser taxados
Entre os principais produtos brasileiros que podem passar a pagar a sobretaxa de 25% para entrar no mercado norte-americano estão:
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- Ferro-gusa não ligado, utilizado como matéria-prima na indústria siderúrgica;
- Açúcar bruto, um dos destaques da pauta de exportações do agronegócio;
- Álcool etílico, empregado tanto na produção de combustíveis quanto na indústria química;
- Madeira processada e molduras de madeira, setor importante para estados como Santa Catarina;
- Hidróxido de alumínio, utilizado em diferentes segmentos industriais.
Segundo a CNI, a lista completa inclui cerca de 4,1 mil produtos, abrangendo mercadorias de diferentes cadeias produtivas que mantêm forte relação comercial com os Estados Unidos.
Setores exportadores acompanham negociações
A indústria brasileira acompanha com atenção as discussões realizadas pelo governo norte-americano antes da decisão final, prevista para o dia 15 de julho.
As audiências públicas promovidas pelos Estados Unidos têm como objetivo ouvir representantes do setor produtivo antes da definição sobre a aplicação das novas tarifas.
Mesmo sem participar diretamente das manifestações, o governo brasileiro acompanha o processo por meio da Embaixada do Brasil em Washington e mantém as negociações diplomáticas para tentar evitar a sobretaxa.
Impacto pode atingir diversos segmentos da economia
Caso o tarifaço seja confirmado, empresas exportadoras poderão enfrentar aumento dos custos para vender produtos ao mercado americano, reduzindo a competitividade da indústria brasileira.
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou a defesa do diálogo entre os dois países.
“A CNI defende que o diálogo e a cooperação bilateral são o caminho mais adequado para preservar uma relação sólida entre os dois países”, afirmou.
O governo dos Estados Unidos justifica a proposta alegando supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil. Já o governo brasileiro contesta as acusações e apresentou uma resposta oficial às autoridades norte-americanas.
Enquanto a decisão não é anunciada, exportadores seguem atentos ao desfecho das negociações, que podem influenciar diretamente o desempenho das vendas brasileiras ao principal parceiro comercial fora da América do Sul.

