Piso salarial do magistério é reajustado acima da inflação

Esse aumento garante ganho real de 1,5% acima da inflação de 2025, que foi de 3,9%, medida pelo INPC

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta quarta-feira (21) uma Medida Provisória (MP) que redefine os critérios de cálculo do piso salarial nacional destinado aos professores da rede pública de educação básica. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a valorização dos profissionais do magistério e com a melhoria da educação pública em todo o país.

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Para o ano vigente, o novo piso salarial passa por um reajuste de 5,4%, elevando o valor anterior de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.

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Esse montante é válido para professores com jornada de trabalho de 40 horas semanais e se aplica às redes públicas municipais, estaduais e do Distrito Federal. Além disso, o aumento representa um ganho real, já que supera a inflação acumulada no período.

Reajuste garante ganho acima da inflação

O percentual definido pelo governo assegura um acréscimo real de 1,5% acima da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que fechou em 3,9%. Dessa forma, o novo valor do piso não apenas recompõe perdas inflacionárias, como também amplia o poder de compra dos profissionais da educação básica.

O piso salarial nacional corresponde ao valor mínimo que os professores devem receber em todo o território brasileiro.

A legislação vigente determina que esse valor seja reajustado anualmente, garantindo previsibilidade e proteção contra a corrosão inflacionária. Assim, a atualização segue uma fórmula específica que combina o INPC do ano anterior com 50% da média da variação da receita real do Fundeb, considerando os últimos cinco anos.

Fundeb e validade imediata da Medida Provisória

A norma legal também estabelece que o reajuste nunca pode ser inferior à inflação registrada no ano anterior. No ano passado, por exemplo, o aumento aplicado foi de 6,27%, seguindo os mesmos critérios.

As remunerações dos profissionais da educação básica são custeadas principalmente por estados e municípios, com recursos provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além das complementações financeiras da União.

Por se tratar de uma Medida Provisória, o novo piso salarial entra em vigor imediatamente. No entanto, o texto ainda precisará ser analisado e aprovado pelo Congresso Nacional para se tornar definitivo.

A publicação oficial da MP ocorrerá na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU), prevista para esta quinta-feira (22).

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Agência Brasil

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