Queda no preço da carne de gado aumenta o consumo no país

De janeiro a julho deste ano, o preço da carne bovina já caiu 9,36%, acumulando a maior retração dos últimos cinco anos

A queda no preço da carne tem feito os brasileiros consumirem mais o produto. Com a maior redução de preço desde 2018, a carne bovina volta a ser mais consumida pelos brasileiros em 2023. Segundo a projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a disponibilidade per capita da proteína deve chegar a 30,4 quilos por habitante neste ano, após cinco anos de queda. A alta, de 8,1% em relação a 2022, retoma o volume do período pré-pandemia. 

De janeiro a julho deste ano, o preço da carne bovina já caiu 9,36%, acumulando a maior retração dos últimos cinco anos, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). 

No acumulado deste ano, os preços que mais diminuíram foram o da alcatra (-11,50%), do filé-mignon (-10,17%), do contrafilé (-10,17%), do acém (8,49%) e da picanha (-7,88%), que registraram os maiores recuos nos primeiros seis meses de 2023.

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Reflexos

Além da queda de preços, o aumento da produção e a ligeira queda nas exportações tiveram reflexos no consumo do brasileiro.

“O aumento na quantidade de carnes produzidas no país é um dos fatores que sustentam a tendência de queda nos preços ao consumidor. Muito da deflação registrada vem da carne, que está mais barata para o consumidor”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota.

Somados os três principais tipos de proteína animal consumidos pelos brasileiros, a bovina, a suína e a de frango, o consumo per capita atingirá 100,2 quilos por habitante ao ano — o segundo maior índice já registrado, inferior apenas ao de 2013.

A produção desses três tipos de carne no Brasil está estimada em aproximadamente 29,6 milhões de toneladas. Se a projeção for confirmada, esse será o maior nível da série histórica considerando aves, suínos e bovinos.

A queda do preço de cada corte:

De janeiro a julho de 2023, em %:

carnes em geral: -7,90;
fígado: -7,72;
cupim: -3,44;
contrafilé: -10,17;
filé-mignon: -10,17;
alcatra: -11,50;
patinho: -7,63;
lagarto redondo: -7,90;
lagarto comum: -6,08;
músculo: -5,85;
pá: -8,22;
acém: -8,49;
peito: -7,74;
capa de filé: -6,96;
costela: -7,44; e
picanha: -7,88.

Fonte:
R7 / IPCA

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