Santa Catarina registra um número expressivo de empresas lideradas por mulheres. Dados do Observatório do Sebrae/SC apontam que o estado possui 534.981 CNPJs comandados por empreendedoras, o que corresponde a cerca de 35,1% de todos os negócios ativos.
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O levantamento também indica que a presença feminina no empreendedorismo tem crescido de forma consistente, acompanhada por níveis de formalização e escolaridade que superam, em média, os observados entre os homens.
Nos últimos anos, a participação feminina no ambiente empresarial catarinense avançou de maneira significativa. Entre 2020 e 2025, por exemplo, o número de Microempreendedoras Individuais (MEIs) apresentou crescimento acumulado de 283% no estado, o que representa uma média aproximada de 31% ao ano.
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Esse modelo empresarial se consolidou como a principal porta de entrada para muitas mulheres que desejam iniciar um negócio próprio. Atualmente, os MEIs correspondem a 59,5% das empresas lideradas por mulheres em Santa Catarina, totalizando mais de 320 mil registros.
Para o governador Jorginho Mello, o avanço da participação feminina no empreendedorismo reflete o protagonismo das mulheres catarinenses na economia. “O empreendedorismo feminino move Santa Catarina. Quando uma mulher empreende, ela não realiza apenas um sonho próprio, mas transforma sua comunidade, gera empregos e inspira outras. O Governo do Estado apoia essas mulheres, por isso fez iniciativas como o Pronampe Mulher, o Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa”, destaca.
Presença maior nos setores de serviços e comércio
A atuação das mulheres empreendedoras se concentra principalmente nos setores de serviços e comércio. Dentro desses segmentos, destacam-se áreas como a indústria da moda, que representa 6,4% das atividades, seguida pelos serviços de beleza, com 5,6%, e pela área da saúde, com 5,3%.
Quando analisadas as atividades econômicas específicas, predominam negócios ligados ao comércio varejista de vestuário e acessórios, serviços de estética e beleza, promoção de vendas, atividades administrativas, alimentação e confecção. Esses setores demonstram forte ligação com o consumo local, além de integrar cadeias produtivas tradicionais presentes em diversas regiões do estado.
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, destaca que o crescimento do empreendedorismo feminino é resultado da dedicação e da capacidade de inovação das mulheres. “A ascensão da mulher à frente dos negócios demonstra sua garra e competência. Elas estão inovando, investindo e transformando sonhos em realidade. Nosso papel é oferecer condições para que as catarinenses tenham cada vez mais oportunidades de empreender, conquistando sua autonomia financeira e gerando trabalho e renda para nosso estado”, afirma.
História de quem transformou um sonho em negócio
Entre os exemplos de empreendedorismo feminino em Santa Catarina está a empresária Leslie Araújo, responsável pela Pão da Leli, em Florianópolis. O empreendimento surgiu a partir de um sonho antigo de trabalhar com café e panificação.
“Eu tinha uma hamburgueria no sul da Ilha, mas o sonho sempre foi ter um café. A ideia é servir aquilo que eu fazia em casa, para minhas visitas”, conta.
No início, a produção acontecia na garagem da própria casa, onde Leslie preparava os produtos de forma artesanal. Com o crescimento da clientela e a consolidação do negócio, a empresa conquistou um espaço próprio, ampliou a estrutura e ganhou também um sócio. “Hoje são oito empregados, entre atendentes e produção”, relata.
Localizado nas proximidades da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o café oferece uma variedade de produtos, como esfirras, pães, pastéis, tortinhas, brownies, bolos, cookies e broas, todos preparados no próprio local e colocados frescos na vitrine diariamente.
Com a trajetória de crescimento do negócio, Leslie também passou a inspirar outras pessoas interessadas em empreender. “Hoje algumas pessoas me pedem dicas de negócios. É muito bom poder inspirar outras pessoas”, afirma Leli.

