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Uso do Pix reduz emissão de cédulas em 31%

Uso do Pix reduz emissão de cédulas em 31%

Foto: Reprodução IA

O crescimento acelerado do Pix e a popularização dos meios de pagamento digitais vêm transformando a forma como os brasileiros realizam transações financeiras. De acordo com o Banco Central (BC), essa mudança de comportamento está entre os fatores que contribuíram para uma redução de 31% na emissão de novas cédulas de real entre 2020 e 2025.

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A quantidade de dinheiro físico produzida anualmente está diretamente ligada tanto à procura da população quanto à necessidade de substituir notas desgastadas ou danificadas que já não podem permanecer em circulação.

Ao comentar o tema, o Banco Central destacou que o avanço dos pagamentos eletrônicos tem impacto sobre a demanda por dinheiro em espécie, embora a renovação das cédulas continue sendo o principal elemento para manter a estabilidade da emissão nos últimos anos.

Além da expansão dos pagamentos digitais, o BC avalia que os efeitos da pandemia de Covid-19 também influenciaram o comportamento da circulação de dinheiro. Os anos de 2021 e 2022 registraram os menores volumes de emissão de cédulas dentro do período analisado.

Confira os números divulgados pelo Banco Central:

A tendência de redução do uso de dinheiro em espécie já havia sido identificada pelo BC na pesquisa “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”, divulgada em 2024. O levantamento revelou que o Pix passou a ser o meio de pagamento utilizado com maior frequência por 46% dos brasileiros, percentual muito superior aos 17% registrados em 2021.

No mesmo período, a preferência pelo dinheiro físico caiu significativamente. Em 2021, 42% dos entrevistados apontavam as cédulas e moedas como principal forma de pagamento, índice que recuou para 22% em 2024.

A mudança também ficou evidente no comércio. Enquanto o dinheiro era o método de pagamento mais frequente em 52% dos estabelecimentos comerciais em 2018, esse percentual despencou para apenas 7% em 2024, evidenciando a consolidação dos meios digitais nas transações do dia a dia.

Origem do sistema Pix

O desenvolvimento do Pix começou a ser desenhado ainda em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff. Na época, o Banco Central iniciou estudos voltados à modernização da infraestrutura financeira brasileira e à ampliação do acesso da população aos serviços bancários digitais.

A iniciativa ganhou caráter oficial em 2018, já durante a gestão de Michel Temer, com a criação de um grupo de trabalho instituído pela Portaria 97.909 do Banco Central. A equipe ficou responsável por elaborar a estrutura tecnológica e regulatória que daria origem ao sistema de pagamentos instantâneos.

Nos anos seguintes, o órgão definiu os padrões de segurança, as regras de funcionamento e os mecanismos necessários para viabilizar transferências e pagamentos em poucos segundos entre diferentes instituições financeiras, consolidando uma das maiores transformações já registradas no sistema financeiro nacional.

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