A decisão do Campeonato Catarinense 2025, realizada no sábado no estádio da Ressacada, foi marcada por vários episódios polêmicos após o apito final. Segundo o árbitro Gustavo Ervino Bauermann, a confusão teve agressões de jogadores e membros da comissão técnica, além da invasão de campo pela torcida.
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Após o término do jogo, o técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, demonstrou revolta com a arbitragem e tentou agredir o árbitro. Ele colocou o dedo no rosto e peito de Bauermann e ainda tentou agredi-lo, sendo contido pelo quarto árbitro, William Machado Steffen.
Durante a confusão, Dal Pozzo também agrediu Mário Sérgio, lateral do Avaí, com um tapa no rosto. Devido ao tumulto generalizado, a arbitragem não aplicou o cartão vermelho.
Além disso, a torcida do Avaí invadiu o gramado para comemorar com os jogadores. Foi nesse momento que o volante Jorge Jimenéz, da Chapecoense, agrediu torcedores avaianos.
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Segundo o relato do árbitro, Jimenéz quebrou placas de publicidade e tentou agredir os árbitros enquanto saíam de campo, sendo contido pela polícia.
Mais tarde, foi informado que Jimenéz também havia agredido um torcedor que estava caído no gramado, desferindo uma “violenta voadora” nas costas dele e um chute na cabeça.
O árbitro da final do Catarinense ainda tentou registrar a agressão no estádio, mas sem sucesso. Um boletim de ocorrência será feito posteriormente para formalizar a queixa.
A confusão gerou grande repercussão nas redes sociais e continua sendo tema de discussões sobre a conduta de atletas e técnicos nas finais.
Confira abaixo o relato do árbitro Gustavo Ervino Bauermann na súmula da final do Catarinense
Relato sobre Gilmar Dal Pozzo
“Após o término do jogo houve invasão do campo de jogo pelo técnico da Equipe da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, que tentou agredir o árbitro da partida, e colocou o dedo em riste no rosto e peito do mesmo, em ato contínuo correu atrás do árbitro para tentar agredi-lo, sendo na sequência contido pelo quarto árbitro sr. William Machado Steffen, nesse momento o mesmo agrediu o quarto árbitro com um violento tapa em seu braço, informo que me senti extremamente ofendido, humilhado e desrespeitado pela agressão sofrida publicamente.
Além da agressão e de todas as tentativas de agressões, o mesmo só parou quando o policiamento interviu.
Informo ainda que o mesmo desferiu um tapa no rosto do jogador n 33 da equipe Avaí, sr. Mario Sergio Valerio, tal ato foi visto pela arbitragem, porém em decorrência do tumulto generalizado não pode ser aplicado o cartão vermelho em campo.
Informo que após algumas tentativas de realizar um boletim de ocorrência no estádio, não tivemos excito, por tal motivo um boletim de ocorrência será feito pela agressão sofrida pelo quarto árbitro e anexado posteriormente na súmula.”
Invasão
“Após o término do jogo houve invasão generalizada por parte da torcida do Avaí no campo de jogo.”
Jimenéz
“Após o término da partida invadiu o campo de jogo e quando o quinteto de arbitragem saia escoltado do campo, tentou agredir os mesmos diversas vezes, sendo contido pelo policiamento.
Informo ainda que o mesmo quebrou duas placas eletrônicas de publicidade com chutes e empurrões. Informo ainda, que após a equipe de arbitragem já estar em seu vestiário, tomou conhecimento através da internet, que o atleta em questão, agrediu um torcedor da equipe mandante pelas costas, com uma violenta voadora, o torcedor atingido caiu no gramado, após o torcedor caído o atleta desferiu um chute violento na cabeça do torcedor, após essa nova agressão saiu correndo em direção ao seu vestiário.
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