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Marrocos registra feito inédito ao atuar com 11 jogadores nascidos fora do país

Marrocos registra feito inédito ao atuar com 11 jogadores nascidos fora do país

Foto: ANP via Getty Images

A seleção de Marrocos entrou para a história da Copa do Mundo ao alcançar uma marca inédita no empate em 1 a 1 com o Brasil, disputado no sábado, 13 de junho de 2026. Durante a partida, a equipe africana se tornou a primeira seleção da história dos Mundiais a atuar com 11 jogadores em campo nascidos fora do país que representam.

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O feito ocorreu após mudanças realizadas no segundo tempo. Até então, o meia Azzedine Ounahi era o único atleta nascido em território marroquino entre os titulares. Com sua substituição, a equipe passou a contar exclusivamente com jogadores nascidos no exterior, todos elegíveis para defender Marrocos por conta de sua ascendência familiar.

Seleção reúne atletas nascidos em cinco países

Os 11 jogadores que estavam em campo nasceram em cinco países diferentes. A França foi a nação com maior número de representantes, seguida pela Espanha, Bélgica, Países Baixos e Canadá.

Entre os destaques estão o goleiro Bono, nascido em Montreal, no Canadá, o lateral Achraf Hakimi, natural de Madri, na Espanha, e Noussair Mazraoui, nascido nos Países Baixos.

A diversidade de origens reflete a forte presença da diáspora marroquina na Europa e em outras regiões do mundo, fenômeno que tem sido aproveitado estrategicamente pela federação do país nos últimos anos.

Os 11 jogadores nascidos fora de Marrocos

Projeto de longo prazo transformou o futebol marroquino

O sucesso atual da seleção não aconteceu por acaso. Há cerca de 15 anos, a Real Federação Marroquina de Futebol iniciou um amplo programa de monitoramento e recrutamento de jogadores com ascendência marroquina espalhados pelo mundo.

A iniciativa integra um projeto idealizado pelo rei Mohammed VI após uma sequência de resultados decepcionantes da seleção nacional. Além da captação de atletas formados em centros europeus, o país investiu na criação de estruturas modernas para o desenvolvimento de talentos dentro do próprio território.

O principal símbolo dessa transformação é o Complexo Mohammed VI, localizado próximo à capital Rabat. O centro de treinamento se tornou referência internacional e é utilizado tanto por jovens atletas quanto pela seleção principal.

Marrocos se antecipa às potências do futebol

A estratégia adotada pelo país vai além da simples convocação de jogadores com dupla nacionalidade. A federação acompanha jovens promessas desde as categorias de base e busca aproximá-las da seleção marroquina antes mesmo que sejam chamadas pelas seleções dos países onde nasceram.

Foi assim que atletas como Achraf Hakimi, Sofyan Amrabat e outros nomes importantes optaram por defender Marrocos. Mais recentemente, jovens que passaram pelas seleções de base da França, Espanha e Holanda também escolheram vestir a camisa marroquina.

Atualmente, 19 dos 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026 nasceram fora do país, evidenciando o sucesso do modelo adotado pela federação.

Tendência cresce no futebol mundial

A presença de atletas nascidos em outros países não é exclusividade de Marrocos. Levantamentos sobre a Copa do Mundo de 2026 apontam que apenas oito das 48 seleções participantes contam exclusivamente com jogadores nascidos no próprio país.

Ao todo, mais de 250 atletas convocados para o torneio nasceram em nações diferentes das que representam. O cenário demonstra como a globalização, os movimentos migratórios e os laços familiares têm influenciado cada vez mais a formação das seleções nacionais.

No caso marroquino, porém, a estratégia atingiu um patamar inédito. O empate diante do Brasil entrou para a história não apenas pelo resultado em campo, mas também por simbolizar um novo modelo de construção de equipes nacionais no futebol moderno.

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