O goleiro de Cabo Verde Vozinha viveu uma noite marcante após o empate sem gols contra a Espanha, na estreia da Copa do Mundo. Apesar da grande atuação em campo, o momento mais sensível veio fora das quatro linhas, quando ele falou sobre a ausência da mãe na partida.
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Eleito o melhor jogador do confronto pela Fifa, o arqueiro revelou que a mãe não pôde viajar aos Estados Unidos para acompanhar esse capítulo histórico de sua carreira por conta de dificuldades financeiras e problemas na obtenção do visto. O episódio deu um tom ainda mais emotivo à sua participação no torneio.
Logo após o apito final, Vozinha não conseguiu esconder a emoção ao falar sobre a família e as pessoas que mais gostaria de ter ao seu lado naquele momento especial. “Chorei após o jogo, porque cresci com os meus avós quando era criança, e eles não puderam estar ali. Eles faleceram há alguns anos. A minha mãe também não pôde estar aqui por causa de um problema de visto, e o dinheiro que teríamos de pagar por isso. Não conseguimos fazer isso a tempo.”
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O goleiro ainda reforçou que as dificuldades burocráticas e financeiras acabaram sendo determinantes para impedir a viagem da mãe até os Estados Unidos, frustrando um sonho importante para ambos.
“Minha mãe também não pôde estar aqui por causa de problemas com o visto e do dinheiro que precisávamos pagar para consegui-lo. Não conseguimos resolver isso a tempo.”
Mesmo diante da emoção, o goleiro teve uma atuação de alto nível, sendo peça fundamental para segurar o ataque da Espanha. Aos 40 anos, ele brilhou com defesas importantes contra nomes de destaque como Lamine Yamal, Oyarzabal e Rodri, o que lhe garantiu o reconhecimento como melhor em campo.
Para ele, o resultado teve um significado ainda maior do que o placar em si, simbolizando a recompensa por uma trajetória de luta e persistência no futebol internacional. “É uma recompensa por toda a caminhada.”
A história de Vozinha no futebol profissional também chama atenção. Diferente de muitos atletas de elite, ele iniciou sua carreira tardia, apenas aos 25 anos, e desde então construiu um caminho passando por clubes de Cabo Verde, Angola, Moldávia, Eslováquia, Chipre e Portugal, até chegar ao Chaves, onde atua atualmente.
O goleiro ainda explicou a origem de seu apelido, que acabou se tornando conhecido mundialmente. Criado pelos avós em São Vicente, ele teve uma infância marcada pela ausência dos pais devido ao trabalho e ao serviço militar.
“Quando nasci, meu pai estava no serviço militar. Minha mãe tinha sempre de trabalhar. Então, cresci com os meus avós. O apelido surgiu por causa deles.”

