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Estudo do IFC Videira analisa impacto do calor no bem-estar e na produção de vacas leiteiras

Estudo do IFC Videira analisa impacto do calor no bem-estar e na produção de vacas leiteiras

Foto: IFC Videira

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Federal Catarinense – campus Videira está avaliando como as variações de temperatura influenciam o bem-estar, o comportamento e a produtividade de vacas leiteiras na região Meio-Oeste catarinense. A pesquisa integra o projeto “Bem-Estar Animal na Produção Leiteira” e busca compreender os efeitos do estresse térmico em sistemas produtivos modernos.

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A iniciativa é coordenada pelos professores Matias Marchesan de Oliveira e Bruna Biava de Menezes e conta com a participação da estudante Sara Vanz e de acadêmicos do curso de Zootecnia e Produção Animal.

O trabalho foi realizado em uma propriedade parceira que utiliza o sistema compost barn, bastante comum na produção leiteira regional, no qual os animais permanecem em galpões com cama orgânica composta por maravalha e resíduos orgânicos, além de áreas específicas para alimentação.

Avaliação compara diferentes períodos climáticos

Durante o estudo, os pesquisadores realizaram duas etapas de observação. A primeira ocorreu em um período de temperaturas mais amenas, entre o final do outono e o início da primavera. Já a segunda fase foi executada durante o pico do verão, quando o calor é mais intenso na região.

Além disso, a equipe instalou câmeras para monitorar o comportamento dos animais ao longo do dia e realizou medições de temperatura ambiente e corporal. As análises permitiram comparar como as vacas reagem às variações climáticas e identificar possíveis impactos no desempenho produtivo.

Segundo a estudante Sara Vanz, o objetivo principal foi entender se os animais sofrem influência direta das altas temperaturas.

“O bem-estar animal é um tema muito atual e muitas pessoas têm curiosidade de saber como as vacas leiteiras estão sendo cuidadas aqui na região. Então nós avaliamos o comportamento dos animais, a temperatura ambiente e também a temperatura corporal para entender como o organismo delas reage nesses períodos”, explicou.

Calor afeta comportamento e produção leiteira

De acordo com a professora Bruna Biava de Menezes, os resultados iniciais indicam que o calor influencia diretamente o comportamento e a produtividade das vacas, mesmo em propriedades com boa estrutura.

“Os animais apresentaram alterações no comportamento durante os períodos mais quentes. Houve redução no tempo de alimentação, o que pode refletir diretamente na produção leiteira. Em compensação, eles aumentaram o tempo de ruminação, melhorando o aproveitamento dos nutrientes da dieta”, destacou.

A pesquisadora também ressaltou que recursos como ventilação, aspersores e galpões bem planejados ajudam a reduzir os efeitos do estresse térmico. Segundo ela, mesmo com a influência do calor, os animais não atingiram níveis extremos de estresse devido à infraestrutura adequada da propriedade analisada.

Manejo adequado reduz estresse térmico

Outro ponto observado pela equipe foi o aumento da busca por água, sombra e mudanças fisiológicas nos animais durante períodos de calor intenso. Essas adaptações fazem parte das estratégias naturais das vacas para tentar regular a temperatura corporal.

O estudo reforça a importância do investimento em conforto térmico nas propriedades leiteiras, especialmente em rebanhos de alto potencial genético. Para os pesquisadores, práticas como ventilação estratégica, uso controlado de aspersores e manejo correto do compost barn são fundamentais para manter o bem-estar animal e a produtividade mesmo em condições climáticas adversas.

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