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Gigante dos transportes de SC decreta falência e deixa dívidas milionárias

Gigante dos transportes de SC decreta falência e deixa dívidas milionárias

Foto: Reprodução

A gigante dos transportes Bauer Express, de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, teve sua falência decretada pela Justiça no dia 6 de março de 2026, após solicitar a conversão da recuperação judicial em falência.

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O processo vinha sendo acompanhado pelo Judiciário desde julho de 2025, quando a empresa buscou reorganizar suas finanças e manter as operações do grupo, que também inclui a Bauer Postos.

O pedido de recuperação judicial foi protocolado em 14 de julho de 2025 e, em 8 de setembro do mesmo ano, a Justiça deferiu a recuperação, nomeando a empresa L&A como administradora judicial e reconhecendo como essenciais apenas alguns imóveis do grupo, localizados em cidades como Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Porto Alegre e outros.

Falência decretada e motivos

Em 26 de fevereiro de 2026, a própria Bauer Express solicitou à Justiça a conversão da recuperação em falência, afirmando não ter condições de superar a crise financeira.

O grupo de transportes divulgou nota explicando que, apesar de renegociações de dívidas, tentativas de reestruturação e busca por capitalização, as condições de mercado e as limitações financeiras tornaram inviável a continuidade das operações.

Dívidas milionárias e credores

Documentos do processo mostram que a empresa possui mais de R$ 50 milhões em dívidas, distribuídas entre diversos tipos de credores. Entre eles:

Os valores variam de pequenas contas, como R$ 100 a R$ 275, até dívidas milionárias com fornecedores de combustível, empresas de segurança e aluguéis de imóveis.

Orientações e impacto

Após a falência, a administração judicial iniciou o levantamento dos ativos, priorizando o pagamento de créditos trabalhistas.

Trabalhadores, cerca de 200 em Chapecó, devem protocolar ações individuais para garantir direitos como salários atrasados e FGTS.

Clientes com mercadorias retidas devem preencher formulários para análise de direitos, enquanto a retomada de imóveis do grupo está temporariamente suspensa.

Segundo relatos de ex-funcionários, há atrasos de salários e verbas rescisórias de meses ou até anos.

“Trabalhei na Bauer Postos e estamos sem receber salários e direitos trabalhistas como FGTS. No dia que prometeram pagar divulgaram a nota de falência”, escreveu um ex-colaborador, refletindo o impacto direto da falência sobre os trabalhadores.

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