O governo federal iniciou uma série de ações para prevenir uma greve nacional dos caminhoneiros, que vem sendo anunciada em meio à alta do preço do diesel. A paralisação da categoria preocupa autoridades, já que poderia afetar o transporte de cargas e comprometer a logística em todo o país, além de impactar diretamente o abastecimento de alimentos e combustíveis.
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Nesta quarta-feira (18/3), o ministro dos Transportes, Renan Filho, deve apresentar novas medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete, garantindo que caminhoneiros recebam uma remuneração justa.
Entre as ações previstas, está a responsabilização de empresas e infratores contumazes que descumprirem a norma.
“Essa é uma defesa concreta do caminhoneiro garantindo remuneração justa pelo cumprimento da tabela, concorrência leal e mais eficiência para a logística do país”, afirmou Renan pelas redes sociais.
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Fiscalização de combustíveis e atuação do governo
Na terça-feira (17/3), o governo anunciou um conjunto de medidas para fiscalizar os preços dos combustíveis em todo o país.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), 669 postos em 16 estados, 64 distribuidoras e ao menos uma refinaria passaram por inspeções de uma força-tarefa.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a importância do apoio da população:
“É importante que a sociedade se envolva, que a sociedade procure o Procon nos seus estados para que a gente possa a cada dia mais fechar o cerco sobre esses crimes contra a economia popular, que afetam o abastecimento e afetam o preço na bomba de combustível para todos os brasileiros”.
O que diz o Vice-presidente
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou que não vê motivos para uma paralisação, destacando medidas adotadas para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio, como a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, que geram redução estimada de R$ 0,32 por litro no preço final. Mesmo assim, a Petrobras reajustou o combustível nas refinarias em 11,6%.
Greve dos caminhoneiros e apoio das entidades
Apesar das medidas do governo, a categoria mantém indicativo de paralisação. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam) declararam apoio a uma possível greve.
Segundo o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, uma assembleia com representantes de diversos estados deu aval à paralisação.
O governo continua negociando, buscando garantir cumprimento do frete mínimo, proteger a população e evitar impactos no abastecimento, enquanto a categoria aguarda respostas concretas.

