Deslizamento de pedras em Videira mobiliza Defesa Civil e acende alerta para área de risco
Apesar do susto causado pelo deslizamento de pedras, não houve registro de feridos e a ocorrência resultou apenas em danos materiais e bloqueio preventivo da via
Um deslizamento de pedras registrado na noite do dia 22 de março mobilizou equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros em Videira. A ocorrência foi registrada por volta das 22h, na Rua Rosário Bogoni, no bairro De Carli acendendo um alerta para a instabilidade de um talude localizado entre duas vias da cidade.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Videira, Luiz Fernando Gardini, o chamado partiu de moradores da região, que relataram a possibilidade de um deslizamento no local. “No dia 22 de março, por volta das 22 horas, nós recebemos o chamado do pessoal da Rua Rosário Bogoni, dando a informação de que havia um suposto deslizamento de pedras no local”, explicou.
Publicidade
Ao chegar na área, as equipes constataram a presença de uma pedra de grande porte que acabou obstruindo a via, além de sinais claros de instabilidade no talude.
“Verificamos uma pedra de grande porte obstruindo a via e também uma área de instabilidade no talude que fica entre a Rua Rosário Bogoni e a Rua Nossa Senhora de Saúde”
Área apresenta risco, mas não houve necessidade de evacuação imediata
Apesar da situação, a Defesa Civil não identificou, naquele momento, risco iminente de deslizamento de terra que exigisse medidas mais drásticas, como evacuação de moradores. “Naquele momento, não identificamos a possibilidade de deslizamento de terra, embora ele exista. Como a previsão não indicava mais chuvas até a tarde de hoje, entendemos que não havia necessidade de maiores intervenções, apenas o bloqueio da rua”, afirmou. A via foi interditada de forma preventiva para garantir a segurança dos moradores e evitar acidentes.
Um dos pontos que mais preocupa a Defesa Civil é a possível interferência humana na área. Segundo Gardini, um terreno próximo ao local passou recentemente por intervenções, incluindo corte no talude e retirada de vegetação.
“Já notificamos o proprietário de um terreno na adjacência da ocorrência, que realizou um corte nesse talude. Também estamos apurando o processo de supressão vegetal que ocorreu, que foi irregular e não passou pela Defesa Civil”
A retirada da vegetação é considerada um fator crítico para o agravamento da situação. “A vegetação era estratégica para garantir a estabilidade do talude. A partir do momento que houve essa supressão vegetal, se criou um ponto de instabilidade”, explicou.
Outro agravante é que o local já estava mapeado como área de risco. O talude, segundo a Defesa Civil, é um aterro, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade a deslizamentos, especialmente em períodos de chuva intensa. “Esse talude já é uma área de risco cadastrada pela Defesa Civil. Com o elevado volume de chuva, os danos vieram a acontecer”, pontuou Gardini.
A Defesa Civil informou que segue monitorando a situação e que novas vistorias estão sendo realizadas. Medidas adicionais não estão descartadas, principalmente em caso de mudança nas condições climáticas.
“Medidas devem ser tomadas, porque é uma área de risco, muito instável e, com elevado volume de chuva, pode trazer estragos e transtornos para a população local”