O Ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donjamali, anunciou nesta semana que o país não participará da Copa do Mundo nos Estados Unidos, que acontecerá em poucos meses. A seleção iraniana já havia garantido vaga no torneio, mas, segundo Donjamali, a decisão é uma reação política a ações do governo norte-americano.
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“Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não temos a menor intenção de participar da Copa do Mundo”, declarou o ministro em pronunciamento na televisão.
Ele acrescentou que “medidas malignas” foram tomadas contra o Irã, forçando o país a entrar em “duas guerras” e resultando na morte de milhares de cidadãos.
“Não temos absolutamente nenhuma chance de participar”, completou.
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A decisão ocorre após uma conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na qual Trump garantiu que não haveria impedimentos para a participação iraniana.
Estreito de Ormuz sob alerta
Enquanto isso, o Irã reafirmou que não permitirá a passagem de navios dos EUA pelo Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio mundial de petróleo.
O porta-voz do Comando Conjunto do Exército Iraniano e da Guarda Revolucionária Islâmica, Khatam al-Anbia, afirmou que “nem uma gota de petróleo passará pelo Estreito em benefício dos Estados Unidos e seus aliados”.
Além disso, ele destacou que embarcações americanas, israelenses e de aliados são “alvos legítimos”.
Nas últimas horas, ao menos três navios foram atingidos na região, incluindo o graneleiro Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, próximo a Omã, que precisou ser evacuado, embora a tripulação esteja segura.
A UKMTO, autoridade britânica responsável pelo comércio marítimo na área, confirmou que não houve impactos ambientais e que a situação permanece delicada, com a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel intensificando a tensão internacional.

