Justiça determina que agroindústria deve aceitar atestados médicos

Empresa rejeitava atestados médicos externos sem justificativa

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) ajuizou uma ação civil pública contra a agroindústria SEARA Alimentos Ltda., acusando-a de irregularidades no tratamento de atestados médicos apresentados por seus empregados. Após investigações, o MPT constatou que a empresa rejeitava atestados médicos externos sem justificativa adequada e não registrava de forma detalhada as glosas feitas.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

A Procuradora do Trabalho, Fernanda Alitta Moreira da Costa, solicitou a concessão de tutela de urgência para que a empresa se abstivesse de recusar os atestados sem seguir os requisitos da Resolução CFM nº 2.323/2022.

Publicidade

Além disso, pediu que os membros da Comissão Interna de Acidentes de Trabalho (CIPA) fiscalizassem as mudanças nas funções dos trabalhadores determinadas pelos médicos do trabalho.

Foi revelado que, muitas vezes, os supervisores da agroindústria desrespeitavam as orientações médicas, mantendo os trabalhadores em funções que poderiam aumentar o risco de adoecimento. A falta de fiscalização no chão de fábrica contribui para essa situação.

O juiz Adilton Jose Detoni, da Vara do Trabalho de Concórdia, concedeu parcialmente os pedidos do MPT. Ele destacou que as denúncias e os depoimentos dos trabalhadores confirmaram as irregularidades.

Veja também

Sala do Empreendedor de Rio das Antas é reconhecida pelo Sebrae

Pix bate recorde e aproxima-se de 240 milhões de transações em um dia

A empresa deverá registrar as glosas de atestados médicos com justificativas detalhadas e impedir que supervisores alterem as decisões dos médicos do trabalho.

Além disso, a SEARA deve divulgar amplamente a decisão nos seus estabelecimentos e comunicar às CIPAs, com prazo de 30 dias para comprovação.

A empresa também foi multada em R$ 30.000,00 por descumprimento da decisão, além de R$ 2.000,00 por cada trabalhador em situação irregular.

O MPT solicita ainda uma indenização de R$ 8 milhões, a ser revertida para entidades que promovem a redução do adoecimento e a reabilitação de trabalhadores.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Assessoria de Comunicação MPT-SC

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Cáritas lança Campanha do Quilo para ajudar famílias em Caçador

A Cáritas Solidariedade de Caçador lançou a Campanha do...

Quinta-feira será de tempo firme antes da volta dos temporais em SC

A quinta-feira (9) será de tempo firme em Santa...

Senado aprova Pix Pensão para automatizar pagamento da pensão alimentícia

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o...

Morre em Campos Novos homem que teria vivido 110 anos

O município de Campos Novos se despediu na terça-feira...

Contratos milionários colocam a Federação Argentina de Futebol na mira do FBI

A classificação da Argentina para as quartas de final...

Câmara homenageia Bombeiros Voluntários de Caçador

A atuação dos Bombeiros Voluntários de Caçador voltou a...

VISAN inicia nova rede de água no Bairro Vila Verde

A VISAN deu início à implantação de uma nova...