Fraude no INSS: mais de 40 mil catarinenses já receberam devolução

Mais de 40,7 mil beneficiários de SC já receberam R$ 24,3 milhões. No Brasil, devoluções da fraude no INSS somam R$ 1 bilhão.

O governo federal já devolveu valores a mais de 40,7 mil aposentados e pensionistas de Santa Catarina que foram vítimas da fraude no INSS. O pagamento é feito integralmente, corrigido pelo IPCA, diretamente na conta onde o benefício é depositado.

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No estado, o montante ressarcido ultrapassa R$ 24,3 milhões, o que corresponde a 62,9% dos 64,7 mil beneficiários identificados com descontos indevidos. No Brasil, 1,6 milhão de pessoas já receberam devoluções, somando R$ 1 bilhão.

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Como receber o ressarcimento

O acordo pode ser aceito pelo aplicativo Meu INSS ou nas agências dos Correios. No app, o beneficiário deve:

  1. Acessar “Consultar Pedidos”
  2. Clicar em “Cumprir Exigência”
  3. Selecionar “Aceito receber”
  4. Enviar a solicitação

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Quem tem mais de uma contestação precisa assinar cada termo individualmente. Pelo atendimento presencial, basta procurar uma agência dos Correios.

Ações para combater a fraude no INSS

A Advocacia-Geral da União (AGU) bloqueou R$ 2,8 bilhões em bens e ativos de investigados. Além disso, em julho, o governo liberou R$ 3,31 bilhões por medida provisória para garantir o pagamento imediato às vítimas.

Operação contra quadrilha em SC e RJ

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal realizou uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o INSS. O prejuízo estimado é de R$ 3 milhões.

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. A investigação, iniciada em 2018, aponta que funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal inseriam dados falsos no sistema para liberar benefícios indevidos, incluindo comprovações de vida fraudulentas e emissão de cartões para pessoas inexistentes ou já falecidas.

Mesmo após a demissão, em 2022, os ex-servidores continuaram operando o esquema, delegando saques mensais de benefícios irregulares. Eles podem responder por organização criminosa e peculato eletrônico.

A Caixa informou que instaurou processos disciplinares e mantém colaboração com as investigações. A PF segue trabalhando para identificar outros envolvidos e recuperar valores desviados.

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Fonte:
Ramon Gabriel | Portal RBV

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