Os bastidores da política catarinense estão agitados com a possível desistência de João Rodrigues (PSD), atual prefeito de Chapecó, da disputa pela governadoria de Santa Catarina. O segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto enfrenta dificuldades internas no partido, que podem comprometer sua pré-candidatura.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
De acordo com informações obtidas pelo ND Mais, João Rodrigues se envolveu em uma discussão com Jorge Bornhausen, ex-governador do Estado, por meio de um grupo de mensagens.
O motivo da discussão foi o apoio do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), à reeleição do atual governador Jorginho Mello (PL).
Esse apoio teria sido autorizado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, conforme confirmou a assessoria do partido ao ND Mais.
Durante a conversa, João Rodrigues teria afirmado que renunciaria à pré-candidatura caso Topázio Neto permanecesse no partido até o dia 17 de março, demonstrando o desconforto com a situação.
João Rodrigues mantém cautela antes de decisão
Ao ND Mais, João Rodrigues afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre os próximos passos. Ele destacou que está avaliando o cenário e que nenhuma decisão será tomada sem ouvir o PSD.
Sobre a discussão com Jorge Bornhausen, o prefeito não comentou.
Uma entrevista coletiva está marcada para sexta-feira (13), às 9h, quando João Rodrigues deve esclarecer oficialmente seu posicionamento político e anunciar, ou não, a desistência da pré-candidatura ao governo.
Próximos passos e pré-campanha
O prefeito de Chapecó já havia definido 21 de março como data para o início da sua pré-campanha ao governo do Estado. Agora, a expectativa gira em torno do anúncio de seu futuro político, que pode alterar significativamente a corrida eleitoral de 2026 em Santa Catarina.
A situação evidencia como desafios internos no PSD e negociações de apoio político podem influenciar diretamente a composição de pré-candidaturas e estratégias eleitorais no Estado.

