O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31) que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), será novamente seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição neste ano.
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A declaração foi feita durante uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, encontro que também marca a saída de pelo menos 14 ministros do governo federal que devem disputar as eleições de outubro. Segundo Lula, outros quatro integrantes do primeiro escalão ainda devem anunciar suas saídas nos próximos dias.
De acordo com a legislação eleitoral brasileira, ocupantes de cargos no Executivo precisam deixar suas funções até o dia 4 de abril para concorrer a cargos eletivos — regra que não se aplica ao presidente e ao vice-presidente. Nesse contexto, Alckmin, que atualmente comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, também deverá deixar o cargo para participar da eleição.
Para reduzir impactos administrativos, o governo pretende manter a continuidade das ações nas pastas. A tendência é que secretários-executivos assumam interinamente os ministérios, garantindo o andamento dos projetos. Um exemplo é o Ministério da Fazenda, onde Fernando Haddad deve deixar o cargo para disputar o governo de São Paulo, sendo substituído por Dario Durigan, então secretário-executivo da pasta.
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Apesar disso, nem todas as substituições seguirão esse modelo, já que alguns ministérios podem passar a ser comandados por outros nomes ligados ao governo.
Entre os ministros que devem deixar seus cargos para disputar as eleições estão nomes como Renan Filho (Transportes), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Simone Tebet (Planejamento), Marina Silva (Meio Ambiente), Carlos Fávaro (Agricultura) e Waldez Góes (Integração Nacional), além de outros ministros que devem concorrer ao Senado, governos estaduais ou à Câmara dos Deputados.
Outros integrantes do governo ainda avaliam seus próximos passos, como Márcio França, Wolney Queiroz, Alexandre Silveira e Luciana Santos, que ainda não definiram se deixam os cargos ou permanecem no governo.
Já o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, deve deixar o posto apenas no meio do ano para atuar como marqueteiro na campanha presidencial.
As mudanças fazem parte da reorganização política do governo federal diante do calendário eleitoral e da preparação para as eleições deste ano.
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