O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, teve seu convite para participar do Encontro Estadual do Novo em Santa Catarina cancelado pelo diretório estadual do partido. O evento está programado para ocorrer no dia 4 de julho, em Joinville.
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A decisão acontece em meio ao desgaste provocado por declarações de Zema envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O episódio gerou repercussão dentro do campo conservador e abriu uma nova frente de tensão entre integrantes do Novo e aliados do bolsonarismo.
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo jornal O Globo, integrantes da pré-campanha de Zema afirmaram que o ex-governador tomou conhecimento da retirada do convite por meio da imprensa.
Apesar do episódio, Zema minimizou o impacto da decisão e destacou sua relação com os catarinenses. “Sou muito bem recebido pelos catarinenses, tenho um carinho muito especial por eles. Já estive várias vezes no estado e em breve estarei lá novamente”, afirmou.
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Diretório catarinense cobra mudança na comunicação
A decisão foi formalizada pelo presidente estadual do Novo em Santa Catarina, Kahlil Elias Assib Zattar, por meio de uma nota encaminhada a dirigentes e lideranças da legenda.
No comunicado, o diretório informa que, após alinhamento com representantes do partido no estado, optou por não manter o convite ao pré-candidato. Além disso, a direção catarinense sinalizou que poderá se posicionar contra a indicação de Zema como candidato à Presidência caso não haja mudanças imediatas em sua estratégia de comunicação.
De acordo com a nota, o entendimento do diretório é que o atual cenário político exige esforços voltados para a união das forças de direita visando as eleições de 2026.
A manifestação, entretanto, provocou reação dentro da própria legenda. Integrantes da executiva nacional e membros da alta cúpula do partido classificaram a medida como unilateral e relataram insatisfação entre filiados, que passaram a questionar a condução da direção estadual.

Declarações sobre Flávio Bolsonaro ampliaram desgaste
A polêmica teve origem após Romeu Zema criticar publicamente o senador Flávio Bolsonaro em razão das informações divulgadas sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro.
Em entrevistas recentes, o ex-governador manteve o tom crítico ao comentar o episódio.
“Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, disse Zema ao abordar o caso.
Nos últimos dias, o pré-candidato também afirmou que já havia tornado pública sua posição sobre o tema e evitou aprofundar a discussão.
Apesar das divergências, Zema indicou que, em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, as forças de direita tendem a buscar convergência contra o Partido dos Trabalhadores (PT).
Eduardo Bolsonaro defendeu rompimento com o Novo
A crise ganhou novos capítulos após manifestação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro nas redes sociais. Em publicação feita durante o fim de semana, ele sugeriu um rompimento entre o PL e o Novo em resposta às críticas feitas por Zema.
A mensagem foi publicada após a circulação de um vídeo em que o ex-governador reforça suas declarações sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro.
Em entrevista ao canal Brasil Paralelo, Zema voltou a defender sua posição.
“eu fiquei indignado e expressei a minha indignação e não mudo em nada. Para mim, quem anda com bandido tem que ser visto com cautela.”
O episódio expôs divergências internas no campo conservador e abriu um novo debate sobre alianças e estratégias eleitorais para a disputa presidencial de 2026.
Enquanto isso, o diretório catarinense do Novo reafirma que sua decisão possui caráter institucional e sustenta que o momento exige foco na construção de uma alternativa política capaz de unir diferentes setores da direita brasileira.




