Os servidores públicos municipais de Caçador ameaçam entrar em greve na próxima quinta-feira, 5, caso não haja acordo sobre aumento salarial real. A categoria reivindica 10% de reajuste, além da reposição da inflação, e realizou manifestação em frente à Prefeitura no fim da tarde desta sexta-feira, 27, por volta das 17h40.
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O grupo foi convidado pelo prefeito Alencar Mendes a entrar no gabinete para discutir o assunto. A reunião ocorreu por volta das 18h30 e foi marcada por momentos de tensão, segundo informações apuradas. Uma comissão de servidores, liderada pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caçador, Jorge Gonçalves, apresentou oficialmente as propostas da categoria ao chefe do Executivo municipal.
De acordo com Gonçalves, a negociação entre o Sindicato e o prefeito já dura cerca de um mês. A proposta inicial era de 16% de aumento, posteriormente reduzida para 10%, na tentativa de viabilizar um acordo.
O presidente do Sindicato afirmou em discurso em frente à Prefeitura que, caso não haja entendimento e não seja concedido aumento real, os servidores poderão deflagrar greve. Ainda não está definido se a paralisação seria geral ou se os serviços essenciais seriam mantidos.
Prefeitura oferece reposição de 4,44% e vale-alimentação de R$ 800
Durante a reunião, o prefeito Alencar Mendes afirmou que propôs o que considera constitucionalmente garantido: a reposição salarial de 4,44%, índice que será incluído na folha de pagamento de fevereiro. Além disso, anunciou a equiparação do vale-alimentação em R$ 800 para todos os servidores municipais.
Segundo o prefeito, qualquer concessão de índice adicional depende de análise detalhada das contas públicas. Ele apresentou cálculos que possibilitaram a reposição salarial e o reajuste do benefício, destacando ainda perdas de arrecadação no município.
Conforme relatado, a Prefeitura registrou impacto financeiro de cerca de R$ 15 milhões no último ano, atribuído ao tarifaço dos Estados Unidos, que teria afetado a arrecadação local.
Ainda não está claro se a reivindicação de 10% apresentada pelo Sindicato seria aplicada além da reposição de 4,44% e do novo valor do vale-alimentação ou se esses benefícios seriam descontados do percentual pleiteado. O ponto é considerado central no impasse atual entre servidores e Executivo municipal e deve ser aprofundado nas próximas reuniões.
Está prevista para terça-feira, 3, uma nova manifestação, com encerramento na Câmara Municipal. Já na quinta-feira, 5, ocorrerá outro encontro entre representantes do Sindicato e o prefeito, quando Alencar Mendes deverá apresentar novos cálculos e aprofundar o debate sobre o impacto financeiro de um possível reajuste acima da inflação.



