Os servidores públicos municipais de Caçador aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 24 de fevereiro, a entrada em estado de greve. A decisão passou a valer a partir da manhã desta quarta-feira (25) e tem como principal pauta a reivindicação de ganho real nos salários base da categoria.
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De acordo com Jorge Gonçalves, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caçador, a mobilização ocorre após a falta de acordo com a Prefeitura nas negociações salariais deste início de ano. A categoria afirma que, apesar de haver orçamento e disponibilidade financeira, o Executivo ofereceu apenas a reposição inflacionária, sem aumento real.
Mesmo em estado de greve, os servidores seguem trabalhando normalmente, mas com mobilizações programadas. Na sexta-feira, às 18h, está previsto um ato em frente à Prefeitura. Já na terça-feira da próxima semana, também às 18h, os servidores voltarão a se concentrar em frente ao prédio do Executivo e, em seguida, seguirão em caminhada até a Câmara de Vereadores, onde pretendem solicitar o uso da palavra livre para expor as reivindicações à comunidade e aos parlamentares.
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Além dos atos públicos, a partir desta semana começam manifestações individuais nos locais de trabalho, como escolas, postos de saúde e demais setores da administração municipal, com o objetivo de mobilizar colegas a aderirem ao movimento.
O sindicato sustenta que a reposição inflacionária é uma obrigação constitucional do município e que a concessão apenas do índice não atende à demanda por valorização real dos salários.
Prefeitura se manifesta
O prefeito Alencar Mendes informou que manteve diálogo com o sindicato ao longo de todo o mês de fevereiro e que todos os preceitos legais da negociação salarial foram cumpridos.
Ele destacou a aprovação, pela Câmara de Vereadores, de dois projetos considerados importantes para o funcionalismo. O primeiro trata do vale-alimentação, que passou de R$ 400 para R$ 800, e que a mudança também corrigiu uma divergência que permitia que alguns servidores recebessem dois vales, situação considerada irregular. Com a nova legislação, os valores foram equiparados.
O segundo projeto refere-se à revisão geral anual, destinada a recompor as perdas inflacionárias. A inflação do período, de 4,44%, foi concedida integralmente, sem parcelamento.
O prefeito argumenta que o sindicato pleiteava um valor considerado substancialmente maior a título de ganho real, mas afirma que o atual cenário econômico do município, com perdas de postos de trabalho e reflexos no comércio e na arrecadação, não é favorável à concessão de aumento acima da inflação.
Alencar também ressaltou que os servidores contam com mecanismos de progressão na carreira, como triênios, avanços de nível e promoções, que representam acréscimos salariais ao longo do tempo, independentemente da negociação anual.
O prefeito informou que acompanha a situação com tranquilidade e reafirmou que reconhece a importância dos servidores públicos para o funcionamento da Prefeitura e para a prestação de serviços à população.



