Nesta quarta-feira, professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina realizaram uma paralisação das atividades em mobilização organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte). O movimento ocorreu simultaneamente à assembleia estadual em Florianópolis, onde a categoria debateu a proposta apresentada pelo governo do estado para a carreira do magistério.
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Segundo Maria Inez dos Santos (Dandy), diretora executiva do Sinte e integrante da coordenação do Sinte Videira, a paralisação tem como objetivo pressionar o governo a apresentar avanços na descompactação da tabela salarial da carreira docente.
“Hoje acontece que um professor que inicia na carreira acaba recebendo praticamente o mesmo salário de um profissional que está há 30 anos em sala de aula. A nossa luta pela descompactação é justamente para valorizar o tempo de serviço e a formação dos professores”, explicou.
Desafios da tabela salarial e importância da descompactação
De acordo com Dandy, o piso nacional do magistério estabelece o valor mínimo que um professor pode receber ao ingressar na carreira.
Porém, ao longo dos anos, a legislação aplicada gerou uma compactação da tabela salarial, reduzindo as diferenças entre profissionais iniciantes e aqueles com mais tempo de serviço e formação.
A mobilização busca justamente corrigir essa distorção e valorizar a experiência e a qualificação docente.
Na terça-feira, o governo estadual encaminhou uma proposta ao sindicato, que foi analisada pela direção do Sinte.
Nesta quarta-feira pela manhã, os pontos do documento foram apresentados ao conselho deliberativo da entidade, formado por representantes de todas as regionais. À tarde, a proposta também foi discutida com os professores durante a assembleia estadual, que avaliou se aceitará ou não os termos apresentados pelo Estado.
Participação da regional de Videira e perspectiva de avanços
Na regional de Videira, a mobilização contou com adesão de cerca de 17,9% dos 962 professores da região. Um ônibus com docentes de Videira, Iomerê, Salto Veloso, Arroio Trinta, Fraiburgo, Pinheiro Preto e Tangará seguiu para Florianópolis para acompanhar a assembleia e participar da votação sobre a proposta.
Segundo Dandy, embora a proposta apresentada pelo governo estadual ainda não contemple totalmente a descompactação da carreira, ela pode representar um primeiro passo importante para a valorização dos profissionais da educação em Santa Catarina, abrindo caminho para futuras negociações e melhorias na remuneração dos docentes.

