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Cabo da PM de SC morre após acidente e tem órgãos doados

Cabo da PM de SC morre após acidente e tem órgãos doados

Fotos: Divulgação

O falecimento do cabo da Polícia Militar de Santa Catarina, Igor Giusep Guerra, de 32 anos, gerou grande comoção entre colegas da corporação, familiares e amigos nesta terça-feira (12). Lotado no 2º Batalhão da PM, o policial morreu dias depois de sofrer um grave acidente de trânsito na BR-386, no Rio Grande do Sul. Em meio ao luto, a família decidiu transformar a dor em solidariedade ao autorizar a doação dos órgãos do militar.

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Natural de Frederico Westphalen (RS), Igor ingressou na Polícia Militar catarinense em 10 de junho de 2016. Atualmente, atuava no município de São Carlos, no Oeste de Santa Catarina, onde era conhecido pela dedicação ao trabalho, profissionalismo e pelo respeito conquistado junto à comunidade e aos companheiros de farda.

Acidente ocorreu na BR-386

A colisão foi registrada no último sábado (9), no km 14 da BR-386, trecho entre Frederico Westphalen e Iraí, no Norte do Rio Grande do Sul. O acidente envolveu uma caminhonete Ford Ranger, um Volkswagen Gol onde Igor estava e outros dois veículos.

De acordo com informações levantadas no local, a caminhonete teria invadido a pista contrária, causando a batida. Além do policial militar, outras cinco pessoas sofreram ferimentos, mas sem gravidade elevada.

Após o impacto, Igor foi encaminhado em estado grave para atendimento hospitalar, permanecendo internado por alguns dias. Apesar dos esforços médicos, a morte foi confirmada nesta terça-feira.

Família autoriza doação de órgãos

Nas redes sociais, a companheira do policial, Raquel Odorcik, compartilhou a decisão da família de doar os órgãos de Igor, atitude que, segundo ela, representa exatamente a essência solidária que ele carregava em vida.

— “Nosso paciente mais nobre”, foi o que os médicos nos disseram. Ele vai salvar mais umas sete ou oito pessoas. Era a vontade dele e a nossa também. Nosso guerreiro segue ajudando quem ele nem conhece, como sempre fez — escreveu Raquel em uma publicação.

Conforme informado pela família, os procedimentos para captação dos órgãos seguem protocolos específicos, motivo pelo qual ainda não haviam sido divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

Em nota oficial, o 2º Batalhão da Polícia Militar lamentou profundamente a morte do cabo Igor e destacou a trajetória construída por ele na corporação.

— Sua dedicação, profissionalismo e legado permanecerão vivos na memória de todos aqueles que tiveram a honra de conviver com ele — destacou o comando da unidade.

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