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Cliente denuncia atendente após descobrir cópia e envio de foto armazenada em pasta oculta do celular

Cliente denuncia atendente após descobrir cópia e envio de foto armazenada em pasta oculta do celular

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil/ Reprodução/ ND

Uma jovem de Chapecó denunciou um atendente de uma loja de telefonia após descobrir que uma foto pessoal armazenada em uma pasta oculta de seu celular teria sido copiada durante um atendimento para alteração de plano telefônico. O caso ocorreu nesta semana e ganhou repercussão após a vítima relatar a situação em um vídeo publicado nas redes sociais.

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Segundo a jovem, o funcionário solicitou a senha do aparelho para acessar o aplicativo da operadora e concluir o procedimento de mudança de plano. Como o atendimento demorou alguns minutos, ela acreditou que o acesso ao dispositivo fazia parte do processo necessário para a realização do serviço.

No entanto, ao deixar o estabelecimento, a moradora percebeu uma movimentação suspeita no celular.

Notificação levantou suspeita

De acordo com o relato, ao entrar no carro após o atendimento, ela verificou as notificações do aparelho e identificou um envio realizado por AirDrop para outro dispositivo.

A jovem afirma que a imagem compartilhada estava armazenada na pasta de itens ocultos do celular, local normalmente utilizado para guardar arquivos privados.

Assustada com a situação, ela entrou em contato com familiares e também procurou orientação de um amigo policial, que recomendou o acionamento imediato da Polícia Militar.

Retorno à loja ocorreu com apoio da polícia

Durante a ligação para o número 190, a atendente da central orientou que a jovem aguardasse a chegada do pai e retornasse ao estabelecimento acompanhada por policiais.

Segundo a denúncia, ao voltar à loja, ela teve acesso ao celular do funcionário suspeito e encontrou outras imagens de mulheres armazenadas em uma pasta oculta do aparelho.

A vítima relatou ainda que conseguiu apagar as fotos que seriam de sua propriedade e verificou possíveis compartilhamentos em aplicativos de mensagens, mas não encontrou registros de envio por outros meios.

Caso foi registrado e serve de alerta

Após o ocorrido, a moradora registrou um boletim de ocorrência e decidiu tornar o caso público para alertar outras mulheres sobre os riscos de compartilhar senhas e deixar aparelhos desbloqueados durante atendimentos.

“O que mais me preocupa é saber quantas mulheres já passaram por isso e nunca trouxeram à tona, por medo ou por não saber o que fazer”, afirmou.

O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes para verificar as circunstâncias da denúncia e eventual responsabilização dos envolvidos.

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