A Polícia Civil de Santa Catarina intensificou as investigações que buscam esclarecer as circunstâncias da morte da empresária Geni Maria Angeli Michelin, de 70 anos, residente em Caçador. Ela faleceu após ser submetida a um procedimento de rejuvenescimento facial em uma clínica especializada situada na região central de Lages, na Serra Catarinense.
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Como parte das diligências, policiais da 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Lages, com apoio da Polícia Científica, cumpriram um mandado de busca e apreensão na Clínica Illuminare Instituto da Face, estabelecimento onde o procedimento foi realizado.
Durante a ação, foram recolhidos documentos relacionados à atuação dos profissionais, prontuários médicos da paciente, equipamentos de armazenamento de imagens e registros captados pelo sistema interno de monitoramento da clínica. Todo o material foi encaminhado para perícia e deverá contribuir para o avanço das investigações.
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Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) e o Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC) foram acionados para acompanhar o caso, fiscalizar a regularidade das atividades desenvolvidas no local e avaliar a conduta dos profissionais envolvidos.
A apuração também aguarda os laudos conclusivos do Instituto Médico Legal (IML), que deverão apontar a causa da morte da empresária. Após apresentar complicações, Geni chegou a ser transferida para uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu.
Defesa da clínica afirma que protocolos foram seguidos
O advogado Erial Lopes de Haro, representante da clínica e dos profissionais citados na investigação, comentou o caso e afirmou que todas as medidas previstas foram adotadas durante o atendimento.
“A clínica tem toda estrutura, seja burocrática, seja de assistência, para toda e qualquer intercorrência ou complicação havida durante os procedimentos, e os profissionais envolvidos também detêm a qualificação técnica necessária para o desenrolar deste tipo de atendimento. Todas as medidas pré, transoperatórias e mesmo após a intercorrência ou complicação foram adotadas protocolarmente, mas nem todo esforço empreendido foi suficiente para resguardar a vida da paciente, pelo que obviamente lamentamos muito, mas a clínica e os profissionais envolvidos estão contribuindo com as autoridades públicas na elucidação dos fatos e permanecemos à disposição.”
Nota oficial reforça colaboração com as autoridades
Em nota encaminhada à imprensa, o escritório Lopes de Haro & Machado Leal Direito Médico lamentou a morte da empresária e destacou que os protocolos de segurança recomendados para esse tipo de procedimento teriam sido rigorosamente observados pelas equipes responsáveis.
A defesa também ressaltou que os profissionais permaneceram prestando assistência à paciente durante todo o atendimento e seguem colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação. O inquérito continua em andamento e busca esclarecer todos os fatores que possam ter contribuído para o desfecho do caso.

