Uma ocorrência de alta gravidade mobilizou forças de segurança na noite desta quarta-feira (1º) em municípios da Serra Catarinense e terminou com um suspeito morto e outros dois presos após uma tentativa de execução durante uma corrida por aplicativo. O caso envolveu um policial militar da reserva que atuava como motorista e acabou sendo vítima de um assalto seguido de sequestro.
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Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, a situação teve início quando o motorista aceitou uma corrida com trajeto entre os municípios de Anita Garibaldi e Zortéa.
Durante o percurso, três homens embarcaram no veículo em locais distintos, o que levantou suspeitas posteriormente. Já na altura de Campo Belo do Sul, os passageiros anunciaram o assalto.
De acordo com o relato, a vítima foi rendida com o uso de uma faca, imobilizada com um golpe de estrangulamento e amarrada pelos criminosos.
Além de roubarem seus pertences, os suspeitos mantiveram o motorista sob domínio dentro do próprio carro e informaram que ele seria morto.
Em seguida, o grupo seguiu em direção à região de Cerrito com a intenção de executar a vítima.
Durante o trajeto, no entanto, o motorista de aplicativo conseguiu reagir diante da ameaça iminente. Ele efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo um dos suspeitos, que morreu ainda no local. Os outros dois envolvidos abandonaram o veículo e fugiram para uma área de mata.
Buscas e prisões
Após o ocorrido, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas intensas na região, com apoio de unidades especializadas e uso de drone. Inicialmente, os suspeitos não foram encontrados.
Paralelamente, a Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Científica foram acionadas para realizar os procedimentos periciais e dar continuidade às investigações.
Horas depois, uma nova denúncia levou os policiais até um terreno na Rua Theodoro Corrêa Mello, onde dois homens com características semelhantes às informadas foram localizados escondidos.
Eles foram abordados, detidos e encaminhados à delegacia para os procedimentos legais.
O motorista recebeu atendimento e foi liberado. A princípio, o caso é tratado como legítima defesa, mas a investigação segue para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

