Crianças vivendo entre mofo, fome e discriminação: abrigo em SC é alvo de operação do MPSC

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente foi acionado para acompanhar e fiscalizar

A Justiça de Santa Catarina determinou a interdição de um abrigo de adolescentes em Itajaí, nesta quinta-feira (11), após a constatação de graves violações de direitos humanos. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca, apresentou evidências contundentes reunidas ao longo de dois anos.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

Durante esse período, foram documentadas práticas alarmantes de maus-tratos físicos e psicológicos, discriminação, negligência nas instalações, além de restrições severas à alimentação e ao contato familiar.

Publicidade

A ação civil pública revelou que o ambiente do abrigo era inadequado e desumano para jovens em situação de vulnerabilidade.

Adolescentes relataram à Promotoria que sofriam punições como a privação de alimentos, caso recusassem participar de orações obrigatórias antes das refeições. Uma jovem contou que ficou sem almoço e jantar por ter se envolvido em uma discussão.

“Os jovens eram impedidos de se alimentar caso se recusassem a participar de orações obrigatórias antes das refeições ou apresentassem comportamento considerado inadequado pelos cuidadores”, afirma a denúncia. Os relatos foram confirmados por documentos, ex-funcionários e os próprios acolhidos.

Além disso, a estrutura física do local apresentava mofo, sujeira e ausência de atividades educativas, agravando ainda mais a situação dos adolescentes. Também houve registros de humilhações racistas, LGBTfóbicas e gordofóbicas, práticas incompatíveis com a missão de acolhimento.

Diante desse cenário, a Justiça determinou o afastamento imediato da entidade responsável pela gestão do abrigo.

O Município de Itajaí agora tem o prazo de 30 dias para assumir diretamente o acolhimento institucional ou repassar a gestão a uma nova entidade qualificada.

Durante o período de transição, o abrigo poderá continuar operando, mas sem comprometer o atendimento aos jovens acolhidos.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente foi acionado para acompanhar e fiscalizar a nova gestão, garantindo que os direitos das crianças e adolescentes sejam plenamente respeitados.

Em caso de descumprimento da ordem judicial, será aplicada uma multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 500 mil, como forma de garantir a efetivação da medida.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Coordenadoria de Comunicação Social - MPSC

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Fezer lança nova máquina e leva mais tecnologia ao setor florestal

A empresa Fezer, de Caçador, apresentou na manhã desta...

Quarta-feira terá frio intenso e geada em Santa Catarina

O tempo segue firme e com temperaturas baixas em...
00:32:36

Videira Notícias – 16/06/2026

https://www.youtube.com/watch?v=4siZSIxvmWw

Motorista de Irani morre após caminhão ser atingido por trem

Um motorista de Irani, no Oeste de Santa Catarina,...

Brasileira vence Mundial de Candy Crush e conquista prêmio de R$ 2,5 milhões

Uma brasileira conquistou destaque internacional ao vencer o principal...

Avó encontra maconha no quarto do neto e chama a PM

Avó encontra maconha no quarto do neto em Caçador...

Hospital Maice e Governo do Estado alinham ações

O Hospital Maice de Caçador recebeu nesta terça-feira (16)...