Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (28) que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho passarão a ser classificadas como organizações terroristas estrangeiras. A decisão integra a nova estratégia de segurança do governo do presidente Donald Trump voltada à América Latina e ao combate ao narcotráfico internacional.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Segundo o governo norte-americano, os grupos já foram designados como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir do dia 5 de junho, também serão oficialmente enquadrados como “Organizações Terroristas Estrangeiras”.
Governo americano endurece combate ao narcotráfico
O anúncio ocorre em meio ao fortalecimento da política de combate ao chamado “narcoterrorismo”, tema tratado pela Casa Branca como prioridade de segurança nacional.
Veja também
Videira moderniza escolas e instala lousas digitais em todas as salas de aula
Santa Catarina celebra 11 anos livre da peste suína clássica e reforça liderança mundial
Em comunicado, autoridades dos EUA afirmaram que o PCC e o CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e destacaram que as facções possuem atuação internacional, com envolvimento em tráfico de drogas, ataques violentos e expansão de operações para outros países da América Latina e até território norte-americano.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para combater organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.
Estratégia prevê ações mais duras na América Latina
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla divulgada pelo governo Trump desde 2025. Documentos oficiais do Departamento de Defesa dos EUA apontam intenção de ampliar a presença militar e de segurança no Hemisfério Ocidental.
Entre os objetivos anunciados estão:
- intensificação do combate aos cartéis de drogas;
- reforço da vigilância marítima e fronteiriça;
- combate à imigração ilegal;
- ampliação da influência norte-americana na América Latina;
- contenção do avanço econômico e político da China na região.
O governo dos EUA também afirmou que poderá realizar ações diretas contra organizações classificadas como narcoterroristas em qualquer parte das Américas, caso considere necessário para proteger interesses de segurança nacional.
Governo brasileiro demonstrava preocupação com a medida
Nos bastidores, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentavam evitar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.
A preocupação do Palácio do Planalto era de que a decisão pudesse abrir espaço para ações mais duras por parte dos Estados Unidos, incluindo possíveis operações internacionais sob justificativa de combate ao terrorismo.
Especialistas em segurança pública também avaliam que a legislação brasileira já possui mecanismos rígidos para combate às organizações criminosas, com penas consideradas mais severas do que algumas previstas na legislação antiterrorismo.
Decisão amplia pressão internacional sobre facções brasileiras
Com a nova classificação, integrantes e possíveis colaboradores das facções podem enfrentar sanções financeiras, bloqueio de bens e restrições internacionais mais severas.
A medida também fortalece mecanismos de cooperação entre agências internacionais de segurança e inteligência no combate ao tráfico de drogas e crimes transnacionais ligados às organizações criminosas brasileiras.

