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Frieza marca assassinato de idoso em Caçador

Frieza marca assassinato de idoso em Caçador

Foto: Rita Martini/Portal RBV

Frieza marca assassinato de idoso em Caçador após a conclusão do inquérito realizado pela Polícia Civil por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Caçador, que apurou a morte de um homem de 65 anos, ocorrida entre a noite de 9 e a madrugada de 10 de maio deste ano. As investigações apontaram que o caso, inicialmente tratado como homicídio, foi enquadrado como latrocínio (roubo seguido de morte), tendo como motivação o dinheiro em espécie que a vítima mantinha em casa após sacar um benefício social no dia anterior ao crime.

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De acordo com o delegado regional Fabiano Locatelli, os dois envolvidos já estão presos no Presídio Regional de Caçador e permanecem à disposição da Justiça.

A primeira prisão foi realizada no dia 3 de julho, quando uma mulher de 21 anos foi detida. Segundo a Polícia Civil, a informação foi mantida em sigilo para não prejudicar o andamento das investigações. O segundo suspeito, um homem de 44 anos, foi preso no dia 9 de julho.

Confissão e andamento das investigações

Durante os interrogatórios, a jovem confessou a participação no crime e apresentou uma versão considerada compatível com as provas reunidas ao longo da investigação. Já o outro investigado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o depoimento.

Com a conclusão do inquérito, ambos foram formalmente indiciados pelo crime de latrocínio, e o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais.

Perícia revelou violência extrema

Os laudos periciais apontaram que o idoso foi agredido com golpes de bastão e, posteriormente, morto por asfixia com o uso de um cabo elétrico. Durante a perícia, foram apreendidos dois bastões contendo vestígios de sangue da vítima, evidenciando as agressões que provocaram grave traumatismo facial.

Segundo o delegado Fabiano Locatelli, a brutalidade empregada na ação e o desrespeito à vida chamaram a atenção dos investigadores, especialmente pelo fato de o crime ter sido motivado por uma quantia em dinheiro considerada irrisória, proveniente de um benefício social recebido pelo idoso no dia anterior.

Suspeita permaneceu na casa após o crime

As investigações também revelaram detalhes que demonstram a frieza dos envolvidos no assassinato. Conforme o depoimento de uma testemunha e as provas reunidas pela DIC, a mulher permaneceu na residência por mais de um dia após o assassinato.

Enquanto o comparsa deixou o imóvel logo após as agressões, ela continuou na casa, preparou refeições e dormiu ao lado do corpo da vítima na residência.

Somente na manhã de 11 de maio, a suspeita saiu do imóvel e, ao passar pela casa de uma vizinha, comentou que acreditava que o idoso estivesse morto. Em seguida, fugiu do local. A vizinha acionou a Polícia Militar, fato que deu início à apuração do caso.

Após a conclusão dos trabalhos investigativos, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário, e os dois suspeitos permanecem presos, respondendo pelo crime de latrocínio.

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