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Frio aumenta risco de incêndios; Bombeiros orientam sobre cuidados em casa

Frio aumenta risco de incêndios; Bombeiros orientam sobre cuidados em casa

Foto: Banco de imagens

Com a chegada do frio no Meio-Oeste de Santa Catarina, equipamentos utilizados para aquecer os ambientes passam a fazer parte da rotina das famílias. Fogões a lenha, lareiras, aquecedores elétricos e até mesmo aparelhos de ar-condicionado no modo quente tornam-se indispensáveis para enfrentar o frio intenso. No entanto, o aumento da utilização desses equipamentos também eleva os riscos de acidentes e incêndios residenciais.

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Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina alerta para uma série de cuidados que podem evitar ocorrências e garantir mais segurança durante o inverno. Em Videira, o 2º Tenente Lobo destaca que medidas simples podem fazer toda a diferença na prevenção de incêndios. Segundo o bombeiro, um dos principais cuidados está relacionado ao uso dos tradicionais fogões a lenha, muito presentes nas residências da região.

“É normal que as pessoas procurem maneiras de se aquecer nesta época do ano, mas é importante fazer isso de forma segura. Materiais combustíveis devem ficar longe do fogão a lenha. Muitas pessoas têm o costume de secar toalhas, panos e roupas próximos ao equipamento, mas isso pode provocar o início de um incêndio”

A recomendação é utilizar varais apropriados para secar roupas e manter qualquer material inflamável afastado do calor gerado pelo fogão.

Canalização também exige atenção no frio

Outro ponto importante citado pelo Corpo de Bombeiros é a instalação correta das canalizações utilizadas em fogões a lenha e lareiras. Com o uso contínuo, os canos atingem temperaturas elevadas e podem transmitir calor para estruturas próximas. De acordo com o 2º Tenente Lobo, é fundamental manter distância segura entre a canalização e materiais como madeira, forros e outros itens combustíveis.

“O calor vai se propagando ao longo do tempo e pode gerar um princípio de incêndio em estruturas próximas. Por isso, a instalação deve seguir critérios de segurança

A presença de entulhos, caixas de papelão, móveis antigos e outros materiais acumulados dentro das residências também representa um fator de risco. Além de servirem como combustível para as chamas, esses materiais contribuem para a rápida propagação do fogo, dificultando o controle da situação e aumentando os danos causados por um eventual incêndio.

Problemas elétricos estão entre as principais causas de incêndios

Atuando também na área de perícia de incêndios, o 2º Tenente Lobo afirma que grande parte das ocorrências investigadas tem origem em falhas elétricas. Segundo ele, muitas residências possuem instalações antigas, projetadas para uma realidade diferente da atual, quando o consumo de energia era significativamente menor.

“A fiação elétrica possui vida útil. Muitas vezes a instalação foi feita há décadas e hoje precisa suportar uma carga muito maior de equipamentos eletrônicos, aquecedores, chuveiros e eletrodomésticos. Isso pode gerar sobrecargas e resultar em incêndios”

Por esse motivo, a manutenção preventiva das instalações elétricas deve ser realizada periodicamente, especialmente antes do inverno, quando o consumo de energia aumenta consideravelmente. Outro hábito comum que exige atenção é a utilização excessiva de extensões, adaptadores e benjamins, conhecidos popularmente como “T”.

Concentrar diversos aparelhos em uma única tomada pode provocar superaquecimento da rede elétrica e aumentar o risco de curto-circuito. Além disso, sinais como cheiro de queimado, tomadas aquecidas, faíscas ou oscilações de energia não devem ser ignorados. “Esses sinais indicam que algo não está funcionando corretamente. Quando eles aparecem, é importante procurar ajuda especializada para verificar a instalação”, orienta o bombeiro.

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