O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) realizou, na manhã desta terça-feira (26), a operação “Ponto de Corte”, voltada à investigação de um suposto esquema de fraudes em licitações relacionadas a concursos públicos em municípios de Santa Catarina.
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Entre as medidas executadas pelas equipes, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Caçador. Além da cidade do Meio-Oeste catarinense, outras cinco ordens judiciais foram executadas em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, envolvendo empresas e imóveis ligados aos investigados.
De acordo com o Gaeco, o grupo investigado utilizaria diferentes empresas, incluindo possíveis organizações de fachada, com o objetivo de simular concorrência em processos licitatórios destinados à contratação de serviços para organização e aplicação de concursos públicos.
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As investigações tiveram início após suspeitas de irregularidades em certames promovidos no município de Mirim Doce. Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram indícios que levaram à ampliação das investigações para outras cidades catarinenses.
Conforme o Gaeco, empresas vinculadas ao mesmo núcleo familiar e profissional atuariam de forma coordenada durante os processos licitatórios. A suspeita é de que o grupo manipulasse a concorrência para favorecer empresas previamente escolhidas.
Segundo os investigadores, uma das estratégias utilizadas seria a apresentação de propostas com valores muito abaixo do mercado, dificultando a participação de concorrentes. Posteriormente, algumas empresas deixariam de apresentar documentos obrigatórios, sendo desclassificadas do processo. Dessa forma, a empresa previamente favorecida acabaria vencedora da licitação.
As apurações também apontam para possíveis contratações sem licitação. Conforme a investigação, esse modelo teria sido utilizado para ampliar os ganhos financeiros do grupo e reduzir a concorrência nos contratos públicos.
O mandado cumprido em Caçador integra a operação estadual e reforça o avanço das investigações na região Meio-Oeste de Santa Catarina. Durante a ação, os agentes apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que agora passarão por perícia e análise técnica.
Enquanto isso, os investigadores seguem trabalhando para identificar novos envolvidos e aprofundar as apurações sobre o suposto esquema criminoso.
De acordo com o Gaeco, os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitação, impedimento da livre concorrência e organização criminosa. Até o momento, não foram encontrados indícios de participação de agentes públicos nas irregularidades investigadas.
A operação contou ainda com apoio da Polícia Científica de Santa Catarina, do Gaeco do Ministério Público do Rio Grande do Sul e do Batalhão de Choque da Brigada Militar gaúcha.
O caso segue sob sigilo judicial, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das investigações.




