Um ataque cibernético resultou no desvio de R$ 534.900,00 de contas bancárias da Prefeitura de Irineópolis, no Norte de Santa Catarina. O caso veio a público nesta segunda-feira (9) e foi confirmado pelo prefeito Juliano Pozzi Pereira, que informou que o município já deu início a procedimentos administrativos para investigar o ocorrido e apurar eventuais responsabilidades.
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De acordo com o chefe do Executivo municipal, o crime ocorreu por meio de uma fraude digital envolvendo contas da administração mantidas junto à Caixa Econômica Federal. Apesar do valor elevado, o prefeito afirmou que o prejuízo não comprometerá o funcionamento dos serviços públicos nem os investimentos previstos pela gestão.
“É fato. Por meio de um crime cibernético foram desviados R$ 534.900,00 de algumas contas do município junto à Caixa Econômica Federal. Estamos apurando responsabilidades via Processo Administrativo e a Polícia Civil também está investigando a situação”, declarou.
Segundo ele, a administração municipal continua operando normalmente, mesmo diante do episódio. “É mais um problema a ser resolvido entre tantos que já temos no dia a dia, mas sem impacto em nossas ações do dia a dia nem nos investimentos programados em todas as áreas que atuamos, como saúde, educação, infraestrutura e assistência social”, afirmou.
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Polícia Civil investiga o caso
A ocorrência já está sendo investigada pela Polícia Civil. O delegado Samir Rodrigues, responsável pelo inquérito, confirmou que diligências estão em andamento para identificar os autores da fraude e esclarecer como ocorreu o desvio dos recursos públicos.
Até o momento, detalhes sobre o método utilizado pelos criminosos não foram divulgados. As autoridades informaram que as informações permanecem sob sigilo para não prejudicar o andamento das investigações.
Vereador pede discussão no Legislativo
O caso também repercutiu na Câmara Municipal de Irineópolis. Durante manifestação na tribuna, o vereador Gilvane Bueno comentou o episódio e destacou a importância de o Legislativo acompanhar a situação.
De acordo com o parlamentar, ainda não houve reunião oficial entre os vereadores para tratar do assunto. Ele defendeu que o tema seja discutido de forma mais ampla pelos representantes do município, ressaltando que a fiscalização de casos envolvendo recursos públicos faz parte das atribuições da Câmara.

