Os três governadores da Região Sul do Brasil divulgaram notas públicas sobre a situação na Venezuela, mas com posicionamentos distintos, especialmente em relação à atuação dos Estados Unidos e ao desfecho envolvendo o presidente Nicolás Maduro. As manifestações de Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Ratinho Júnior (Paraná) evidenciam divergências políticas sobre o tema.
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, adotou um tom mais diplomático e divergiu dos demais governadores do Sul. Em sua nota, ele afirmou que, apesar de considerar o regime de Maduro inadmissível, por violações de direitos humanos e restrição de liberdades, não concorda com a intervenção armada de uma nação estrangeira.
Leite destacou que a invasão pelos Estados Unidos e a captura de Maduro, conforme mencionado em sua manifestação, representam uma escalada de tensão e ferem princípios básicos do direito internacional, como o da não intervenção. Para o governador gaúcho, a solução para conflitos deve ocorrer por meio da diplomacia, do diálogo e do respeito à soberania. Ele ainda declarou solidariedade ao povo venezuelano e defendeu uma América Latina baseada em paz e cooperação.
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Já o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, adotou uma postura mais dura. Em sua declaração, afirmou que Maduro permaneceu 12 anos no poder, quebrou o país, perseguiu adversários, fraudou eleições e classificou o desfecho como “o fim que merecia”. A nota não fez críticas à atuação dos Estados Unidos e concentrou-se na condenação direta ao ex-presidente venezuelano.
No Paraná, o governador Ratinho Júnior foi ainda mais enfático ao elogiar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizando-o pela decisão que, segundo ele, teria libertado o povo venezuelano de décadas de opressão por tiranos antidemocráticos.
Em sua manifestação, Ratinho Júnior exaltou valores como liberdade e democracia, encerrando a nota com mensagens de apoio à Venezuela.




