Um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foi condenado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio em Videira. O crime aconteceu na noite de 15 de abril de 2024, quando o réu atacou o proprietário de uma lanchonete com golpes de faca, motivado por desentendimentos anteriores. A sentença determinou seis anos de reclusão, com agravante pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
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O julgamento foi realizado na última sexta-feira, dia 27 de março, no Fórum da comarca. Desde a época do crime, o acusado permanecia preso preventivamente.
Ele não poderá recorrer em liberdade e foi conduzido para a ala do presídio destinada ao cumprimento de penas em regime semiaberto assim que a sentença foi lida.
Julgamento e atuação do Ministério Público
A acusação foi conduzida pela promotora de Justiça Bruna Vieira Pratts, representante da 3ª Promotoria da comarca de Videira.
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Durante o julgamento, ela apresentou aos jurados os elementos reunidos na investigação, construída a partir do trabalho da Polícia Civil, e defendeu a responsabilização do acusado pelos atos praticados.
“A vida é o bem mais precioso, e nenhum ataque contra ela pode ser tolerado. Quando alguém decide colocar em risco a existência de outra pessoa, rompe não apenas a lei, mas os próprios limites da convivência em sociedade, e é dever da sociedade dar uma resposta firme e proporcional à gravidade dessa conduta”, destacou a Promotora de Justiça.
Detalhes do crime
De acordo com a denúncia, o homicídio não foi consumado por fatores externos à vontade do agressor. “o homicídio somente não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do réu, pois a vítima conseguiu esquivar-se de vários golpes e, também, por causa da intervenção de terceiros”. A rápida reação da vítima e o auxílio de outras pessoas foram determinantes para evitar um desfecho fatal.
O caso reforça o papel do Tribunal do Júri na análise de crimes contra a vida e evidencia a importância da atuação conjunta das forças de segurança e do Ministério Público para garantir a responsabilização de autores de crimes graves.





