O responsável técnico por um hospital veterinário localizado em Blumenau, no Vale do Itajaí (SC), foi formalmente indiciado por maus-tratos contra animais. A investigação começou após equipes de fiscalização encontrarem uma grande quantidade de medicamentos vencidos, tanto de uso veterinário quanto humano, espalhados por diversos setores da clínica.
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De acordo com a Polícia Civil, a inspeção ocorreu nos dias 25 e 26 de março de 2025. Os agentes da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade vistoriaram o local após uma denúncia sobre as condições sanitárias e operacionais da unidade.
Durante a fiscalização, os profissionais encontraram substâncias impróprias armazenadas em áreas críticas do hospital. Os medicamentos vencidos estavam presentes no centro cirúrgico, em consultórios e também no setor de internação dos animais.
Além disso, os fiscais relataram a presença de medicamentos oncológicos fora da validade, armazenados de forma incorreta. Equipamentos médicos com o prazo de esterilização vencido estavam prontos para uso.
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Também foram identificados alimentos estragados sendo fornecidos aos animais internados, o que caracteriza prática abusiva.
Segundo a polícia, a conduta do responsável pelo hospital enquadra-se como maus-tratos.
A resolução nº 1236/2018 do Conselho Federal de Medicina Veterinária define maus-tratos como “qualquer ato, direto ou indireto, comissivo ou omissivo, que intencionalmente ou por negligência, imperícia ou imprudência provoque dor, ou sofrimento desnecessários aos animais”.
Além da acusação de maus-tratos, o profissional foi também indiciado por crime contra as relações de consumo, já que mantinha medicamentos vencidos em depósito. As imagens divulgadas mostram remédios com validade expirada desde 2015, prontos para aplicação.

Durante o inquérito, os fiscais prestaram depoimento e apresentaram vasto material fotográfico que comprova as irregularidades.
A polícia também apura possível tentativa de adulterar evidências. Entre as visitas, houve alteração nas datas de validade de produtos que estavam sob custódia da fiscalização.
Até o momento, os nomes do hospital veterinário e do responsável técnico não foram divulgados pelas autoridades.