Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou no resgate de 655 animais mantidos em condições irregulares em um zoológico clandestino no município de São Carlos, no Oeste de Santa Catarina. O espaço foi interditado na terça-feira após fiscalização que identificou diversas irregularidades na manutenção dos animais e na documentação apresentada pelos responsáveis.
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Durante a ação, os fiscais encontraram aves, animais domésticos, espécies silvestres e também animais exóticos vivendo no local. Conforme o Ibama, muitos deles estavam registrados com documentos e notas fiscais fraudulentas, o que motivou a adoção das medidas administrativas e o fechamento do estabelecimento.
Parte dos animais já foi retirada do local
Segundo o Ibama, 294 animais já foram resgatados e retirados da propriedade. Os demais permanecem no local enquanto as equipes organizam a operação de remoção, que exige uma estrutura maior devido à diversidade das espécies.
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Animais aquáticos e aves de grande porte, por exemplo, necessitam de equipamentos específicos e equipes especializadas para garantir um transporte seguro, sem comprometer o bem-estar dos exemplares.
O órgão informou que os trabalhos continuam até que todos os animais sejam retirados da área.
Local funcionava sem autorização
De acordo com o Ibama, o espaço estava cadastrado no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass).
No entanto, a fiscalização constatou que o estabelecimento funcionava como um zoológico aberto à visitação pública, cobrando ingresso dos visitantes, sem possuir a licença ambiental exigida para esse tipo de atividade.
Além da ausência de autorização, as investigações apontaram indícios de uso de documentação irregular para justificar a permanência dos animais no local.
Animais receberão atendimento especializado
Após o resgate, os animais domésticos foram encaminhados para propriedades da região previamente definidas para acolhimento.
Já os animais silvestres foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), onde passam por avaliação clínica, exames veterinários e cuidados especializados antes de uma possível reintegração à natureza ou destinação adequada.
O Ibama não informou se haverá responsabilização criminal dos envolvidos, mas as investigações sobre o caso seguem em andamento.

