Incêndios residenciais preocupam e acendem alerta em Videira

Corpo de Bombeiros aponta falhas elétricas, ações humanas e casas de madeira como principais fatores dos incêndios registrados nas últimas semanas

Os incêndios em Videira têm se tornado cada vez mais recorrentes e preocupantes. Nas últimas semanas, além de um incêndio registrado em veículo, diversos casos em residências resultaram em perdas totais, principalmente em casas de madeira. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Videira, a maioria das ocorrências tem origem em problemas na rede elétrica, agravados pela falta de manutenção e pela sobrecarga de tomadas, com vários aparelhos ligados simultaneamente.

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De acordo com o sargento Jonas, em entrevista ao jornalista Fabiano Trindade, os incêndios costumam apresentar características diferentes conforme a época do ano. No inverno, há relação direta com o uso de fogões, aquecedores e fogões a lenha. Já neste período de janeiro, as ocorrências são consideradas aleatórias, sem um padrão específico, mas com um dado em comum: a maioria acontece em edificações residenciais unifamiliares de madeira, geralmente mais antigas, que oferecem alto potencial de propagação do fogo.

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O sargento explica que, recentemente, três causas principais foram identificadas. A primeira envolve ação humana direta, como o caso em que um incêndio foi provocado intencionalmente com fogo em um colchão. A segunda está ligada à ação humana indireta, como deixar o fogão a gás ligado durante a noite, com panela no fogo. No entanto, a principal causa, segundo as estatísticas do Corpo de Bombeiros, continua sendo a instalação elétrica, muitas vezes antiga, mal dimensionada e sem manutenção periódica.

Projetos elétricos antigos, emendas improvisadas e o aumento no consumo de energia — com ar-condicionado, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos — provocam superaquecimento dos condutores, favorecendo a ocorrência de arcos elétricos, que dão início ao incêndio. Em casas de madeira, a situação é ainda mais grave, já que não há compartimentação dos cômodos, o que faz com que o fogo se espalhe de forma rápida e violenta, dificultando o combate e, em muitos casos, restando apenas o rescaldo quando as equipes chegam ao local.

O Corpo de Bombeiros reforça a importância da prevenção e do acionamento imediato do 193 ao menor sinal de fumaça, faísca ou princípio de incêndio. Entre as orientações estão a manutenção regular do sistema elétrico, recomendada a cada 5 ou 10 anos, a limpeza de chaminés, cuidados com o fogão a lenha e atenção redobrada para não deixar equipamentos ou fogões ligados sem supervisão. Medidas simples que podem evitar tragédias e preservar vidas e patrimônios.

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Fonte:
Ernesto Júnior e Fabiano Trindade | Rádio Videira

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