Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu nesta sexta-feira mandados de busca e apreensão em residências localizadas nas regiões norte e leste da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, após investigações que começaram com denúncias de maus-tratos a animais e revelaram suspeitas de produção de substâncias entorpecentes.
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A ação foi conduzida pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) em parceria com a Delegacia de Combate às Drogas (DECOD/DIC) do Departamento de Investigação Criminal de Florianópolis, contando ainda com o apoio da 10ª Delegacia de Polícia da Capital e da Diretoria de Bem-Estar Animal de Florianópolis (DIBEA).
Denúncias iniciais e investigação
Segundo a Polícia Civil, as apurações começaram depois que denúncias apontaram que um animal estaria sofrendo maus-tratos em uma das residências.
Durante a investigação, os policiais descobriram que um cão da raça husky estava sendo usado para fazer a guarda do local, levantando suspeitas sobre atividades irregulares no imóvel.
Com o avanço das diligências, surgiram indícios de que os imóveis também poderiam estar sendo usados para a produção e comercialização de drogas, motivando a participação da Delegacia de Combate às Drogas nas investigações.
Cultivo de cogumelos psilocibinos
Os investigadores identificaram que um dos endereços era utilizado para o cultivo de cogumelos psilocibinos, conhecidos popularmente como “cogumelos mágicos”, substância psicodélica considerada entorpecente pela legislação brasileira.
Esses cogumelos podem alterar percepção, humor e consciência, e há suspeita de que parte da produção seria vendida na Ilha de Santa Catarina e enviada para outras regiões, hipótese ainda em apuração.
Durante a operação, foram encontrados estruturas de cultivo e esporos matriz, material biológico usado para iniciar e propagar os cogumelos. Apesar das denúncias iniciais, não foram identificados maus-tratos ao cão husky durante a ação.
Suspeitos e próximos passos
Até o momento, um dos suspeitos foi localizado e dois já foram identificados com base nos mandados judiciais emitidos pela Justiça da Comarca da Capital.
As investigações seguem em andamento para localizar o segundo suspeito, aprofundar apurações sobre a rede de comercialização da substância e responsabilizar todos os envolvidos.
A Polícia Civil reforça que a população pode colaborar anonimamente pelo telefone 181, pelo WhatsApp da instituição (48) 98844-0011, ou diretamente com a DECOD (48) 3664-2948.

