Investigação de mortes de animais revela produção ilegal de venenos em SC

Dez pessoas foram presas em flagrante durante a Operação Veneno Ilegal

Uma investigação iniciada após casos de envenenamento de animais levou a Polícia Civil a descobrir uma estrutura de produção irregular de substâncias tóxicas em Blumenau, no Vale do Itajaí.

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A operação foi realizada na terça-feira (1º) e resultou na prisão em flagrante de dez pessoas.

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Batizada de Operação Veneno Ilegal, a ação teve como objetivo combater a produção e a comercialização irregular de substâncias tóxicas.

Entre os produtos investigados estão venenos, saneantes e agrotóxicos.

Investigação começou após mortes de animais

Segundo a Polícia Civil, as apurações começaram depois de diversos registros de animais envenenados.

Durante o trabalho de fiscalização, os agentes identificaram irregularidades relacionadas à venda e ao armazenamento de produtos tóxicos.

A investigação também encontrou problemas sanitários em estabelecimentos fiscalizados.

Além dos venenos e agrotóxicos, foram localizados medicamentos veterinários fora da validade.

Os policiais ainda encontraram animais mantidos para comercialização em condições consideradas inadequadas.

Entre as situações constatadas estavam casos de maus-tratos. A fiscalização também encontrou aves mortas dentro de gaiolas.

Dez pessoas foram presas

Diante das irregularidades encontradas, dez pessoas foram presas em flagrante.

Sete dos detidos pagaram fiança e responderão ao processo em liberdade. Os outros três suspeitos foram encaminhados ao Presídio Regional de Blumenau.

Uma audiência de custódia está prevista para esta quarta-feira (2).

A Polícia Civil não informou, no material divulgado, detalhes sobre a identidade dos envolvidos ou sobre os valores das fianças.

Operação reuniu diferentes órgãos

A ação foi coordenada pelo Departamento de Investigação Criminal de Blumenau, por meio da Delegacia de Proteção aos Animais.

A operação contou ainda com a participação da Secretaria de Meio Ambiente, da Vigilância Sanitária e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

A atuação conjunta permitiu verificar tanto a origem e a comercialização das substâncias quanto as condições sanitárias encontradas nos locais fiscalizados.

A investigação segue para apurar as responsabilidades e as circunstâncias relacionadas às irregularidades identificadas.

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